
Dez pessoas foram presas por formação de quadrilha e estelionato por revender ingressos para a Olimpíada comprados com cartões de crédito clonados. Com os presos, foram apreendidos pelo menos 20 ingressos.
Segundo o delegado Hilton Alonso da 20ª DP (Vila Isabel), as prisões ocorreram na sexta-feira, 5, horas antes da abertura da Olimpíada, em operação da Polícia Civil no Rio de Janeiro. Alguns dos presos atuavam atraindo potenciais clientes e também operavam a partir de São Paulo.
Nove prisões ocorreram na rua Visconde de Itamarati e a décima, na rodoviária Novo Rio, onde foram encontrados 20 ingressos, cartões de crédito, vouchers para retiradas de entradas já adquiridas e máquinas de cartão, além de R$ 2 mil.
“No dia [sexta-feira, 5], colocamos a equipe em campo e conseguimos identificar e prender todos. Um deles fugiu, mas conseguimos prendê-lo na Rodoviária Novo Rio, onde eles tinham vários boxes para guardar seus pertences”, disse o delegado. “Nós vamos enviar ao COI [Comitê Olímpico Internacional] os ingressos que identificarmos. Mas provavelmente quem comprou esses ingressos pode ir aos jogos”, completou.
Carlos Roberto dos Santos, líder da quadrilha, informou à polícia que a quadrilha conseguia revender ingressos por preço inferior ao oficial justamente porque eram comprados com cartões clonados. Foram apreendidos oito ingressos da abertura do setor A que eram negociados por R$ 3 mil, mas tinham o preço de R$ 4,6 mil estampado.
Além de Carlos Roberto dos Santos, foram presos Gilberto João dos Santos, João Maurício Santana de Souza, Kleber Valença Pereira, Vando Valença Pereira, Henrique Domingues Magalhães, Ronilson Santos da Paz, Denílson Bernardes de Mendonça; Paulo Gabriel dos Santos Oliveira e Gerson Ferreira de Oliveira.