
Um encarregado de obras, de 30 anos, não poupou a mulher, que estava passando mal, e exigiu que ela fizesse comida para ele. E por se negar, a dona de casa, de 24 anos, acabou apanhando após um discussão.
A vítima foi agredida dentro de casa, no bairro Bandeirantes, em Cariacica, às 21h30 de domingo. Ela contou que, desde sexta-feira (9) estava passando mal com fortes dores na coluna e que ficou com esse mal-estar até domingo, dia em que foi agredida.
“Cheguei até a ir no médico no sábado e os exames indicaram que eu estava com infecção urinária. Estava com uma dor insuportável desde sexta-feira. E no domingo (11) ainda não tinha melhorado, estava deitada na cama sem me alimentar”, contou.
Ela afirmou que o marido trabalhou em uma obra na casa do pai no domingo e chegou em casa, por volta das 19 horas. “Quando ele chegou, estava bêbado. Ele foi até o quarto e mandou eu fazer comida para ele. Mas não tinha feito, pois estava passando mal e começamos a discutir. pois ele dizia que eu não tinha feito nada em casa”.
A discussão cessou e o encarregado de obras saiu de casa, comprou pacotes de miojo e voltou. Pouco tempo após o marido jantar, a dona de casa levantou-se, foi até a cozinha e preparou outro pacote de miojo para ela. Bravo, o marido foi até a cozinha e retomou a briga.
“Ele me falou: ‘Você não está passando mal coisa nenhuma. Estava de onda com a minha cara’. E depois começou a me dar vários socos no rosto e chutes. Ele me bateu muito e eu chorei”.
A vítima contou que, quando o marido se afastou, conseguiu ligar para o cunhado que a levou para o Plantão Especializado em Atendimento à Mulher (PEM), na Ilha de Santa Maria, em Vitória. Já o marido fugiu.
Na delegacia, ela contou que vive há sete anos com o marido e que eles têm uma filha. Com o olho esquerdo roxo e outros hematomas pelo corpo, a dona de casa foi submetida a exame de corpo e delito no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória.
Ela resolveu não representar contra o marido, mas solicitou medida protetiva. A vítima foi encaminhada à
Prefeitura de Cariacica para decidir se ficaria em um abrigo público. “Tenho uma filha se 6 anos que por sorte estava na casa da avó. Não quero mais voltar para o meu marido”.