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Duplicação só em último caso, diz Eco101

Foto: Antonio Moreira/ Arquivo AT Duplicar a BR-101 só em último caso. E, ainda assim, menos do que o previsto em contrato e com mais tempo para ...

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BR 101, em Ibiraçu Foto: Antonio Moreira/ Arquivo AT

Duplicar a BR-101 só em último caso. E, ainda assim, menos do que o previsto em contrato e com mais tempo para executar as obras. É o que pretende a Eco101 com a proposta alternativa apresentada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

No estudo que está sendo mantido em sigilo e A Tribuna teve acesso, a empresa propõe fazer a
duplicação da rodovia federal só após a construção dos contornos e das terceiras faixas, que ganhariam um prazo de mais cinco anos para serem feitas.

A duplicação seria de 91,7 quilômetros, bem abaixo dos 475 previstos no contrato de concessão assinado em 2013. A previsão inicial era de que metade da rodovia – cerca de 235 quilômetros – estivesse duplicada até 2019, o que não deve mais acontecer.

A ANTT tem até o final de setembro para se pronunciar se aceita ou não a proposta. No relatório, a Eco101 justifica que está sendo “obrigada a fazer um alto investimento em obras de duplicação onde o tráfego é em sua maioria composto por veículos de passeio e, consequentemente, a arrecadação da tarifa é menor”.

Entre 2013 e 2016, a empresa arrecadou, em toda via, R$ 510 milhões com o pedágio. “Tal aspecto traz implicações de ordem econômicas, pois, uma vez que o fluxo de veículos leves é maior, a arrecadação da tarifa de pedágio é menor”, justificou.

Na proposta, as obras só seriam realizadas quando a rodovia chegar ao chamado Nível E. Esse nível
é estabelecido no Highway Capacity Manual (Manual de Capacidades em Rodovia). O manual americano classifica o nível de rodovias indo do A (Fluxo livre) ao F (Fluxo forçado).

É esse nível que determina quando a rodovia não suporta mais o fluxo de carros e precisa passar por obras. No contrato atual, está previsto que as obras sejam feitas quando chegar ao Nível D (Fluxo próximo à instabilidade).

A ideia da Eco101 é elevar para o Nível E (Fluxo instável). Com isso, a empresa ganharia mais tempo
para realizar as obras.

Além disso, seria levado em conta a 50ª hora, número de horas de congestionamento por ano. Só depois de alcançar esse nível e essa quantidade de horas é que a rodovia passaria pelas obras, sendo a
duplicação a última alternativa.

 

Reportagem de Rafael Gomes para o jornal A Tribuna deste domingo

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