
Se depender da Eco101, o trecho da rodovia federal onde 11 pessoas morreram no acidente de domingo (10) nunca será duplicado. A informação consta na proposta de repactuação de contrato enviado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que A Tribuna teve acesso.
Na proposta, a empresa pretende trocar a duplicação dos 418 quilômetros previstos em contrato pela duplicação de apenas 91 quilômetros, além da construção de terceiras faixas e cinco contornos.
O km 450 em Mimoso do Sul — local do acidente — não está na lista dos que serão duplicados. Um outro trecho, no mesmo município, seria duplicado, mas apenas em 2041.
O trecho de Mimoso do Sul está liberado para duplicação desde 2015. Apesar disso, a Eco101 não tem planos para realizar a obra no momento, alegando que o local tem pouco tráfego de veículos.
Para o engenheiro Creso de Franco Peixoto, o trecho poderia ser duplicado mesmo com o tráfego de veículos sendo menor.
“A empresa alega que o tráfego é baixo, mas é um local onde o motorista não tem opção. Muita gente que passa pela Rodosol acaba mudando o trajeto para a BR quando segue para o Rio de Janeiro. A terceira faixa diminuiu o problema, mas não resolve”, afirmou.
Peixoto elaborou um estudo de trânsito que teve como um dos focos a BR-101 no Estado. Para ele, o ideal seria duplicar toda a estrada.
“Chamou a atenção o atraso na duplicação do Espírito Santo em relação ao Rio de Janeiro. A necessidade de duplicação nos dois estados é a mesma. No Espírito Santo, são pistas sobrecarregadas e o motorista não respeita a faixa. Com isso, o ideal seria duplicar”.
A reportagem completa você lê na edição desta terça-feira (12) do jornal A Tribuna.