
Uma comitiva capixaba, liderada pelo vice-governador do Estado César Colnago, pretende discutir, junto ao governo e prefeituras de Minas Gerais, as condições para que a mineradora Samarco possa voltar a operar. A empresa está com as atividades paralisadas desde 2015, quando houve o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana.
A visita da comitiva está marcada para o próximo domingo (16) e acontecerá em meio a protestos das famílias prejudicadas pelo acidente. Na madrugada desta sexta-feira (14), moradores atingidos pela barragem ocuparam a rodovia MG 129 e, por volta das 8h, se dirigiram até a porta da mineradora. Eles protestam contra a Samarco (Vale e BHP), pois estão há um ano e oito meses sem projeto definitivo de reassentamento das casas devastadas pela lama gerada pelo rompimento da barragem na tragédia ocorrida em novembro de 2015.
Na reunião de domingo, os governos de Espírito Santo e Minas Gerais vão discutir as condições para que a mineradora volte a operar e, assim, retornar a geração de empregos e impostos.
Para voltar a operar, a Samarco precisa obter a carta de conformidade de todos os municípios mineiros envolvidos em sua cadeia de produção, efetuando o protocolo logo depois na Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) o pedido de licença operacional corretiva. O documento deve dizer se as estruturas da empresa estão ou não de acordo com a legislação municipal de uso e ocupação do solo.
“Evidentemente há uma questão referente ao passivo ambiental, que está sendo encaminhada por várias instituições da União, dos estados e municípios atingidos, que é fundamental, pois trata da recuperação e sustentabilidade do Rio Doce. A outra questão diz respeito à economia e geração de emprego, pois hoje temos muitas pessoas desempregadas. A Samarco tem um peso muito forte na economia capixaba, cerca de 6% do PIB. Perder essa atividade gerou um grave problema de desemprego e queda de receita para os dois estados. A nossa ida é para mostrar a nossa motivação de que, discutidas as questões ambientais, possamos ter a retomada da empresa”, esclarece o vice-governador.

Weslei Radavelli, com informações da SECOM-ES e Portal Brasil de Fato