
Há mais de 30 anos no mercado capixaba, o empresário Paulo Cesar Farria contou que, mesmo durante a crise, obteve crescimento de 12% ao ano. O segredo, segundo ele, é ter preço baixo e produtos de qualidade.
Atuando no setor de papelaria e utilidades para escritório, o Atacado São Paulo, fundado em 1984, importa cerca de 20% dos produtos da China. A empresa possui um mix de produtos com 12 mil variedades, frota própria com 15 veículos e atuação nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
A TRIBUNA – O que estão fazendo para superar a crise econômica?
PAULO CESAR FARRIA – Para nós não existe crise, pelo contrário. Mesmo sendo um ano crítico
para a economia do País, estamos crescendo de 10% a 12% ao ano. Nós temos mais de 12 mil clientes, entre os atendimentos nas lojas e as vendas externas para empresas de outras regiões do Brasil. Também vendemos para pessoas físicas na loja da avenida Vitória, no bairro Horto, na capital. Falando sobre a economia do Brasil, como um todo, eu acredito que ela só vai retomar o crescimento a partir do segundo semestre de 2017. Tenho conversado com outros empresários e atacadistas, todos estão otimistas quanto ao próximo ano.
>Qual é o segredo para vencer a crise?
Nós investimos em campanhas e promoções. O foco principal é a revenda, por isso disponibilizamos
condições especiais para os lojistas comprarem conosco. O meu conhecimento em Comunicação e Marketing tem ajudado muito nesse sentido. Eu me formei em 1983 em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Neste ano, estamos com uma nova campanha para levar 120 clientes (empresariais) para uma viagem até Foz do Iguaçu, no Paraná. Os 120 primeiros que conquistarem a meta estipulada garantem a viagem. Outra campanha, mais tradicional, que realizamos todo ano, trata-se do sorteio de um carro para estimular as compras de volta às aulas.
>Qual é o maior desafio?
Investir em qualquer mercado é um desafio. Você precisa ter planejamento e organização. Sempre busquei trabalhar com recursos próprios, pois os juros são muito caros (tratando de empréstimos e outras transações financeiras). Por isso, sempre busquei comprar à vista, que traz condições mais favoráveis do que a prazo.
Leia a entrevista na íntegra na edição de domingo (4) do Jornal A Tribuna.