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Escrivã da PC é presa por sumir com R$ 900 de fiança

Uma escrivã da Polícia Civil perdeu o cargo e foi parar atrás das grades após ser acusada de sumir com R$ 900 referente a uma fiança, durante ...

Última atualização

Uma escrivã da Polícia Civil perdeu o cargo e foi parar atrás das grades após ser acusada de sumir
com R$ 900 referente a uma fiança, durante exercício da função, na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, no bairro Jaburuna. O caso foi confirmado pela Polícia Civil.

A mulher foi condenada por peculato subtração ou desvio, por abuso de confiança, de dinheiro público ou de coisa móvel apreciável, para proveito próprio ou alheio. Segundo o processo, ela subtraiu o valor
da fiança arbitrada a um homem, em 2 de agosto de 2008, que foi autuado por lesão corporal e ameaça.

Consta no processo na 2ª Vara Criminal de Vila Velha que o caso aconteceu durante plantão de fim de semana, quando ela atuou no auto de prisão em flagrante do detido. Inicialmente, ela redigiu um ofício de comunicação da prisão explicando que a quantia arbitrada não havia sido paga e que, por isso, ele permaneceria preso.

Porém, logo depois foi constata do pelo delegado de plantão que o pagamento havia sido realizado e
que o valor descrito no ofício era R$ 100, em vez de R$ 900. Ele ordenou que o documento fosse
corrigido pela escrivã.

No entanto, dois dias depois, o escrivão-chefe do cartório da delegacia constatou que a quantia ar
bitrada faltava no inquérito. Na época,  a mulher foi questionada pelos colegas de trabalho, mas alegou que nenhuma fiança havia sido arbitrada naquele dia.

Diante do fato, a denúncia foi feita junto à Corregedoria da Polícia Civil, que investigou o caso, comprovou o delito e o caso foi parar no Poder Judiciário.

O juiz Eliazer Costa Vieira afirmou nos autos do processo que “a acusada arquitetou um plano para
se apropriar do dinheiro, mas que deu errado, pois tudo foi descoberto. Ela pegou o dinheiro e pensou
que não seria descoberta”, diz o documento.

Em 2012, ela foi condenada a três anos de reclusão inicialmente, em regime aberto, e foi exonera
da do cargo. Mas, por medida cautelar, em maio deste ano, uma decisão na 7ª Vara Criminal determinou que a mulher fosse presa. Encontrada no último dia 4, ela foi conduzida ao presídio.

Reportagem de Jéssica Cardoso

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