
Quem precisa de remédios disponibilizados pela Farmácia Cidadã Estadual vive com a incerteza, todo mês, sem saber se vai receber o medicamento. Uma longa fila foi formada na quinta-feira, 6, na unidade, localizada no centro de Vitória. Entre os pacientes que aguardavam atendimento, estava uma pensionista que espera por um medicamento de osteoporose há pelo menos um ano.
Entre as dificuldades encontradas pelos pacientes está a pequena equipe para o atendimento. Havia uma funcionária para entregar a ficha e outra para atender a população. Foi preciso pegar a senha, aguardar o atendimento para saber se o medicamento estava disponível ou não, ou conseguir informações simples.
Segundo usuários do serviço, normalmente há uma telefonista que tira dúvidas sobre procedimentos e remédios disponíveis, e até agenda horários para organizar o atendimento. Porém, há alguns meses a farmácia está sem a funcionária, aumentando o tumulto.
Aguardando pelo Denosumabe 60mg/ml há um ano, a pensionista Sueli Maria dos Santos, 59, já pensa em entrar na Justiça para conseguir o remédio que trata a osteoporose. “Já vim aqui mais de seis vezes, e sempre pedem para eu voltar em um outro dia, pois o medicamento não chegou. Tem um ano que estou na luta”.
Bárbara Becalli e Tayla Oliveira
Confira a reportagem completa sobre a Farmácia Cidadã de Vitória no Jornal A Tribuna desta sexta