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Estado quer 262 duplicada sem pedágio

BR-262. Foto: Julio Huber — 12/06/2014 O governo do Estado busca recursos da União para viabilizar as obras de duplicação da BR-262 sem a cobrança de ...

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BR-262. Foto: Julio Huber — 12/06/2014 BR-262. Foto: Julio Huber — 12/06/2014

O governo do Estado busca recursos da União para viabilizar as obras de duplicação da BR-262 sem a cobrança de pedágio, segundo o secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli. O tema será discutido na quinta-feira (17), em Brasília, em audiência com o ministro dos Transportes, Portos, e Aviação, Maurício Quintella.

A duplicação da BR-262 está parada há mais de 2 anos por falta de dinheiro — a previsão era começar a obra no segundo semestre de 2015. “Vamos pedir a viabilização de recursos do governo federal para início das obras”, disse Carnelli.

Houve tentativa de conceder a rodovia à iniciativa privada, em 2013, mas não surgiram empresas interessadas. “Precisamos fazer a duplicação com recursos federais. Isso amplia a chance de uma empresa se interessar mais tarde”, acrescentou Carnelli.

O secretário explicou que também vai solicitar ao governo federal mais agilidade na análise do projeto da ferrovia Vitória-Rio (EF-118). Além disso, será discutida a redução do repasse do Cide, tributo sobre combustíveis, aos estados. “O recurso é importante para manutenção das rodovias. Esperávamos receber R$ 30 milhões neste ano, mas agora são apenas R$ 20 milhões”, afirmou Carnelli.

O economista Marcelo Loyola Fraga ressaltou a importância de infraestrutura para o crescimento do Estado: “É importante para atração de novas empresas e criação de emprego e renda.”

Para o economista Bruno Funchal, as condições das rodovias elevam os custos das empresas com transporte de mercadorias. “Isso dificulta a atração de novas empresas ao Estado”, observou.

Já a senadora Rose de Freitas, que se reúne nesta quarta-feira (16) com o presidente Michel Temer, afirmou que vai pedir que a BR-262 seja concedida à iniciativa privada, para depois fazer a duplicação até Minas Gerais. “O trecho de Vitória a Victor Hugo já tem projeto pronto, mas sem dinheiro. Já a duplicação até a divisa com Minas nem projeto tem.”

Sobre a EF-118, a senadora disse que o projeto foi descartado devido a dificuldades — inclusive do setor privado — de viabilizar recursos. Segundo ela, o projeto saiu do radar do governo e a ideia é pedir para conservar pelo menos um trecho da ferrovia. “O próprio governo avaliou que não haveria retorno econômico agora para obra.”

Thaíssa Dilly

Confira a reportagem no Jornal A Tribuna desta quarta

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