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Família acredita que homem não entendeu comandos de policial porque era deficiente auditivo

Foto: Reprodução/Facebook Familiares de Raphael Barcellos, de 31 anos, acreditam que, por ser deficiente auditivo, ele não tenha entendido os ...

Família acredita que homem não entendeu comandos de policial porque era deficiente auditivo
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Raphael Barcellos. Homem morto por policial após confusão em posto de gasolina em Vila Velha Foto: Reprodução/Facebook

Familiares de Raphael Barcellos, de 31 anos, acreditam que, por ser deficiente auditivo, ele não tenha entendido os comandos do policial que atirou contra ele durante uma confusão em um posto de gasolina no início da manhã desta sexta-feira (13), em Aribiri, Vila Velha.

No final da manhã, o irmão, a namorada e o cunhado de Raphael estiveram na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoas (DHPP), em Vitória. O irmão, que não quis ser identificado, disse que Raphael pode não ter entendido a abordagem do policial, que não estava fardado. Para ele, o irmão pode ter pensado até mesmo que se tratava de um assalto.

Raphael era funcionário de uma fábrica de chocolates há mais de 6 anos e exercia a função de operador. Ele morava no bairro Divino Espírito Santo, no mesmo município. De acordo com o irmão e pessoas próximas, Raphael era tranquilo, caseiro e nunca demonstrou agressividade. Ele foi baleado no abdômen e chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

A confusão começou por volta das 5h30. De acordo com testemunhas, Raphael e uma mulher se agrediam e o policial militar resolveu tentar apartar usando um taco de beisebol fornecido por uma funcionária do posto. Raphael conseguiu tomar o taco da mão do policial. Momentos depois, mesmo vendo que o policial estava com a arma na mão, ele partiu pra cima e o PM deu o primeiro tiro na direção da perna do operador. Raphael continuou com as agressões e o policial caiu. Foi nesse momento que o PM efetuou mais três disparos e um deles atingiu Raphael.

Um amigo que estava com o operador no momento da confusão foi até a DHPP, mas não pôde depôr porque também é deficiente auditivo e não havia um tradutor de LIBRAS para auxiliar. O depoimento dele foi marcado para a segunda-feira. Duas mulheres que estavam no posto também compareceram à delegacia e prestaram depoimento.

De acordo com o irmão de Raphael, até o final da manhã a família ainda não tinha informações sobre o enterro, pois será providenciado pela empresa onde Raphael trabalhava.

Veja os vídeos:

https://youtu.be/UfJfRxdBrh0

https://youtu.be/WwFSVqTv6Xg

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