
A família de Rosiele Ferreira Onofre Pires não autorizou a doação de órgãos após o nascimento de sua filha Vitória. Rosiele teve morte cerebral e era mantida em aparelhos no Hospital Maternidade São José até o nascimento de sua filha, que ocorreu na noite de quinta-feira, 18, às 22h35.
Em nota, o hospital informou que após o nascimento da menina “cessaram-se os esforços de manutenção da mãe, já que houve negativa familiar quanto à doação de órgãos”. Segundo o médico intensivista Rodrigo Figueiredo, responsável pela UTI do HMSJ, o procedimento foi necessário devido a uma súbita mudança no organismo da mãe que levou à instabilidade hemodinâmica.
Rosiele foi mantida em aparelhos por 44 dias. Este é o primeiro caso no Estado em que uma mãe com morte cerebral foi mantida por aparelhos para o nascimento de um filho.
A menina nasceu com 30 semanas e dois dias, pesando 1.110 gramas e foi encaminhada aos cuidados dos médicos da UTI Neonatal para assistência respiratória por ser prematura.