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Guarapari completa 126 anos e encara novos desafios

Prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, na abertura da festa em comemoração ao aniversário da cidade. Foto: Roberta Bourguignon Principal cidade ...

Guarapari completa 126 anos e encara novos desafios
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Prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, na abertura da festa em comemoração ao aniversário da cidade. Prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, na abertura da festa em comemoração ao aniversário da cidade. Foto: Roberta Bourguignon

Principal cidade turística do estado do Espírito Santo e apontada como uma das 10 melhores para se viver através do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), Guarapari completa esta terça-feira (19), o 126º aniversário com novos desafios.

Uma das principais apostas do atual gestor, o prefeito Edson Magalhães, é investir no turismo para melhorar a economia e o desenvolvimento do município.

“Precisamos resgatar de vez a questão do turismo, que é fazer turismo o ano inteiro em Guarapari. Se tivermos aqui, cinco grandes eventos durante o ano, conseguiremos movimentar a cidade”, declara o prefeito.

Entre os projetos já desenvolvidos pela prefeitura foi o Esquina da Cultura, que aconteceu em dois finais de semana do mês de julho, reuniu 20 atrações musicais, muitos food trucks e um público de 18 mil pessoas.

Após a reconstrução da Praia de Meaípe, o balneário vai ganhar primeiro Festival de Frutos do Mar. “A praia foi afetada pela ressaca do mas, mas nós vamos revitalizar Meaípe e vamos fazer um festival de Frutos do Mar naquele espaço”, esclarece Magalhães.

Além do turismo na área urbana, a região de montanhas também ganhará investimentos para receber os turistas na época do inverno. O projeto Nueva Buenos Aires almeja atrair novas áreas para condomínios, hotéis e pousadas.

“O desenvolvimento da região urbana está acontecendo gradativamente. Na área rural, a nossa região de montanhas vai virar um polo turístico de agronegócio com a criação da Nueva Buenos Aires. O objetivo é atrair turismo de qualidade”, declara Edson.

Para o prefeito, com investimentos nas diferentes áreas, será possível atrair turistas para as 52 praias e para a região de montanhas, e desse modo a alta temporada passa a ser durante o ano inteiro.

Ainda este ano, a previsão é que o município ganhe um megaempreendimento comercial com a construção de um shopping center e um apart hotel com heliporto, onde era o estádio Davino Mattos, no Centro.

“Isso vai trazer renda e desenvolvimento para o município. Estamos em fase de licenciamento. O empreendedor vai tomar posse do imóvel e acreditamos que as obras vão começar ainda este ano. Só de início o empreendimento vai empregar 450 pessoas”, completa o prefeito Edson Magalhães.

População triplicou em uma década

Até a década de 60, apenas 20 mil pessoas moravam em Guarapari. Na década de 80, a cidade já contava com o dobro de residentes, cerca de 40 mil habitantes. Mas foi na década de 90, que ocorreu o boom populacional e os turistas viraram moradores. Atualmente a cidade conta com um pouco mais de 123 mil habitantes.

O historiador José Amaral Filho, atribui esse momento, a decadência econômica na produção de cacau no Sul da Bahia e muitas pessoas ficaram desempregadas, e migraram para Guarapari em busca de melhores condições de vida.

“O boom populacional na cidade tem início no começo dos anos 90 quando também surgem os grandes empreendimentos imobiliários na cidade. Isso acontece num momento em que há uma decadência econômica na produção de cacau no Sul da Bahia, devido a praga conhecida como “vassoura de bruxa” que dizimou as plantações da região, levando cidades ao colapso econômico e desempregando boa parte da população que viu na emergente indústria da construção civil em Guarapari uma oportunidade de recomeço”, explica Amaral.

Inicialmente, o historiador relata que houve uma grande resistência dos guaraparienses a essa migração.

”Houve hostilidades e até mesmo violência contra os recém-chegados. As justificativas usadas era o aumento da violência, dos bolsões de pobreza, desemprego, invasões. Mas tudo isso tinha como verdadeiros causadores, não nossos irmãos da Bahia que buscavam apenas o que todos nós buscamos, a sobrevivência”, lembra Amaral.

 

Reportagem de Roberta Bourguignon

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