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Instituto anuncia segunda fase de testes da ‘pílula do câncer’

Cápsulas de fosfoetanolamina. Foto: Cecília Bastos/USP Imagem O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) vai realizar a segunda fase de ...

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Cápsulas de fosfoetanolamina. Foto: Cecília Bastos/USP Imagem Cápsulas de fosfoetanolamina. Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) vai realizar a segunda fase de testes clínicos da fosfoetanolamina, o composto que ficou conhecido como ‘pílula do câncer’. O anúncio da nova fase da pesquisa foi feito nesta quarta-feira, 5, e ela deve começar na segunda-feira, 10.

A segunda fase vai avaliar a eficácia do composto, envolvendo cerca de 200 novos pacientes. Mais de 20 pacientes serão divididos em cada um dos 10 grupos de tumores, sendo cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. Na primeira etapa, foi avaliado se a substância era segura, com a participação de 10 pacientes.

Os pacientes que vão participar do estudo são voluntários recrutados entre os pacientes já atendidos pelo Icesp, e que não têm alternativa de tratamento curativo. No entanto, os pacientes precisam estar em boas condições físicas, para garantir que seu sistema imune esteja funcionando. “Pacientes que ainda têm algum tipo de tratamento curativo não participam do estudo por razões óbvias. É um tratamento experimental”, afirmou Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp.

Se nesta etapa, pelo menos três pacientes de cada grupo apresentar benefícios com o uso da droga, o grupo pode ser expandido progressivamente, podendo chegar a até mil pacientes na terceira fase. No entanto, se menos de três pacientes apresentar benefícios dentro de um grupo, o estudo será descontinuado para o tipo de tumor. “Se 19 pacientes progredirem na doença, independentemente de conhecimentos estatísticos, todos concordaríamos que não seria adequado prosseguir com o estudo”, exemplificou Hoff.

Os testes da primeira fase concluíram que a administração da substância não oferece riscos de efeitos adversos graves associados ao uso da substância. Entre os 10 pacientes que receberam o composto, seis foram retirados do estudo por sofrerem progressão da doença, e quatro continuam sendo monitorados.

Esta fase inicial não permitem falar em eficácia do composto. “Obviamente o fato de que seis pacientes tiveram que sair do estudo indica que o produto não é tão milagroso como algumas pessoas esperariam, mas quando a gente pensa em ciência, obviamente a gente não esperava isso. Vamos ver qual é o real benefício dele daqui para a frente”, disse o oncologista.

O teste com a fosfoetanolamina foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde e começou em 25 de julho no Icesp.

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