
Jovens, muitas delas universitárias, têm investido muito além de próteses de silicone para seduzir clientes no mercado do sexo.
Domínio de idiomas e de Psicologia caminham lado a lado a cursos de artes sexuais, com um só objetivo: destacar-se entre as acompanhantes de luxo.
Mas todo esse fino trato e até mesmo uma vida de ostentação não excluem os perigos que a atividade traz, já que são comuns casos de ameaça, agressões e até homicídio envolvendo essas mulheres.
De olho nesse nicho, a garota de programa Ana Júlia, 27 anos – conhecida por colocar um outdoor para divulgar o seu serviço de prostituição, em 2014 –, realiza um “coach” – tipo de orientação profissional – não só para aquelas que já estão na ativa mas, também, aconselha as que desejam dar uma incrementada nos serviços.
“Dou dicas de como terem melhor relação com os clientes, a conhecerem plataformas mais eficientes para fazer divulgação do trabalho, como em sites”, detalha Ana Júlia, que cursa Engenharia de Produção.
A terapeuta sexual e “coach” de relacionamento Flaviane Brandemberg confirma que as garotas de programa têm despertado para a necessidade de apresentar aos clientes algo a mais do que sexo.
“Elas aprendem a dar o clima certo para o local de atendimento, indo da terapia à técnica. Com esses incrementos, há relatos de meninas que aumentaram de 60% a 80% o faturamento mensal”.
Uma delas é uma jovem de 25 anos, que se apresenta como Anita, e investiu em idiomas, massagem, e, a cada atendimento, coloca seus conhecimentos de Psicologia em prática.
A reportagem completa, de Deborah Hemerly e Rafael Moura, foi publicada na edição desta segunda-feira (26) de A Tribuna.