
Um levantamento do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES), chamado de Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), mostrou que médicos não cumprem integralmente a jornada de trabalho em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A apuração se deu em forma de envio de questionários para as administrações municipais, com perguntas sobre questões envolvendo saúde, educação, meio ambiente, e outras áreas. Após o envio das respostas, foi realizada a validação das informações, com fiscalizações em 21 cidades, por amostragem. Os únicos alvos foram a saúde e a educação.
Os municípios que declararam que os médicos não cumprem sua jornada de trabalho foram: Afonso Cláudio, Conceição do Castelo, Dores do Rio Preto, Ibatiba, Irupi, Itapemirim, Pinheiros, Santa Teresa e Vargem Alta.
Entretanto, a equipe constatou os médicos de Aracruz, Barra de São Francisco, Cariacica, Guarapari, Marataízes, Piúma, Santa Maria de Jetibá e Vila Velha não se encontravam em seus postos de trabalho conforme o horário contratado.
De posse dos endereços e escala de trabalho, com nomes e cargas horárias passadas pelas secretarias de saúde, os auditores seguiam para o seu destino. Junto a eles, havia um representante da prefeitura. Em cada cidade, foram visitados entre dois a três postos.
Mas o local a ser fiscalizado só era revelado no caminho, para evitar vazamento de informações. Mesmo assim, ao ver a fiscalização chegando, servidores acabavam informando a colegas de outras unidades. Houve locais que profissionais apareceriam para trabalhar.
Destacando que o cidadão acaba sendo prejudicado nesse cenário, o secretário-geral de Controle Externo do TCE-ES, Rodrigo Lubiana Zanotti, fez uma ponderação. “Nesses oito municípios o problema pode ser pontual. Tem de se averiguar porque o médico não estava presente durante a fiscalização.”
Eliane Proscholdt
