
Uma barreira atitudinal – Muitos web designers acham que a acessibilidade limita a criatividade e torna as páginas pouco atraentes. Programadores acreditam que vai atrasar e atrapalhar seu projeto e – pior ainda – que o custo da acessibilidade é alto e que o retorno não compensa.
Mentira!
Esses paradigmas devem ser derrubados através da informação e capacitação dos profissionais da área sobre o que é acessibilidade e o que devem fazer para tornar um site acessível.
Barreiras – 46 milhões de pessoas no Brasil têm barreiras de acessibilidade que dificultam ou mesmo tornam impossível o acesso às informações em sites e blogs. Mas se os web sites e softwares fossem projetados de forma acessível, as pessoas com deficiência poderiam usufruir de forma efetiva.
O governo poderia dar o exemplo, não é? Pois, cada vez mais as pessoas são convidadas a exercer a cidadania consultando sites do governo que permitem, não só o conhecimento de leis e seus direitos, como também a obtenção de documentos.
Mas os sites governamentais apresentam tantas barreiras de conteúdo e de acessibilidade que fica difícil, tanto para as pessoas de baixa escolaridade, quanto para as pessoas com deficiência conseguirem navegar ou se situar neles.
Desafio profissional – Assim como engenheiros e arquitetos sabem que podem fazer a diferença construindo calçadas cidadãs e edifícios com rampas de acesso, os técnicos envolvidos na elaboração de páginas web podem fazer a diferença se construírem sites acessíveis.
Claro que é preciso o conhecimento das recomendações internacionais de acessibilidade na web. Elas já existem!
Acesso à informação: um direito de todo cidadão – Um site acessível é aquele que pode ser usado e acessado por pessoas com deficiência tão efetivamente quanto por pessoas sem deficiência.
Alô, web designers! Que tal dar a sua contribuição para uma sociedade mais inclusiva? “Navegar é preciso”…
Mariana Reis é consultora em acessibilidade e educadora física