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Livre Acesso: Do direito de ser feliz

Mariana Reis Tem coisas que só os amigos fazem por você. Por serem amigos, nos ajudam, nos inspiram, nos alimentam, nos estimulam e nos apoiam. Eu ...

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Mariana Reis

Tem coisas que só os amigos fazem por você. Por serem amigos, nos ajudam, nos inspiram, nos alimentam, nos estimulam e nos apoiam. Eu penso que ser amigo é isso… Na pauta de hoje: felicidade!

Dias desses, um amigo querido (Celsão) me enviou um vídeo que mudaria para sempre o meu modo de entender o verdadeiro sentido do “transpor barreiras”. Sim, a felicidade está muito além das conquistas.

Esse vídeo circulou na internet – acho que ainda circula – encantou o mundo inteiro (eu mesma o revi uma dezena de vezes). Nele, um bebezinho de menos de 2 meses de vida (sete semanas, para ser exata), surdo de nascença, recebe um aparelho auditivo.

Em um primeiro momento, ele chora quando o aparelho está sendo introduzido em seu ouvido para, em seguida, ouvindo as vozes dos parentes ansiosos a seu lado, demonstrar uma emoção imensa, um brilho forte no olhar, e um sorriso manso e intenso, desses que vem de dentro, da alma…

Foi apresentado aos sons da vida e os primeiros que ouviu foram os sons do amor – ah, o amor! –da querença, do pertencimento.

Até então, os sons não faziam parte de seu mundo e ele nem tinha ideia que existissem, já que nessa fase a socialização é mínima, não dá para intuir pelo comportamento dos outros.

E é exatamente por isso que a sua reação é emblemática, mostra que a superação de uma barreira independe até que a gente tenha consciência dela, e o resultado disso cala fundo nos que a superam, pois faz descobrir possibilidades infinitas de se ser feliz.

Imagine, então, para os que têm consciência de suas limitações…

Há toda uma tendência da gente em vincular a questão da superação de barreiras para as pessoas com deficiência a aspectos instrumentais, arquitetônicos, cidadania e coisas assim. Não deixa de ser verdade, e devemos insistir com isso.

Mas o que esse vídeo nos mostra é que existe um direito maior, que é o direito de ser feliz, o que só pode ocorrer se vivermos na plenitude dos nossos potenciais.

Aquele aparelhinho, desagradável de se usar, no ouvido do bebê, era a diferença entre ser e quase ser feliz. Mas é só um instrumento, não podemos perder isso de vista.

O que se quer, em verdade, é que as pessoas sejam felizes e, para isso, deve-se disponibilizar os meios para superar eventuais deficiências.

E isso, como no caso da amada criancinha, só é possível com respeito ao ser humano e amor, muito amor entre nós.

Senão, é como na música do genial Luiz Gonzaga, “Assum Preto”. Mesmo cego, e na gaiola, ele canta, mas canta de dor.

Para quem quiser conferir um pouquinho mais dessa felicidade que tentei descrever aqui, aí está o caminho.

https://www.youtube.com/watch?v=kanc9MKyP-A

Sejam felizes! Até a próxima.

 

Mariana Reis é consultora em acessibilidade e educadora física

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