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Verão chegando! Temperatura nas alturas, muito protetor solar, picolé, água de coco, guarda-sol, cadeira, canga e farofa! Por que não? Galera reunida ...

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Verão chegando! Temperatura nas alturas, muito protetor solar, picolé, água de coco, guarda-sol, cadeira, canga e farofa! Por que não? Galera reunida e muito calor. Verão é isso: praia.

Tudo bem que nem todo mundo gosta de ir à praia. Mas em um País como o Brasil, com quilômetros e quilômetros de praias lindíssimas – como as do Espírito Santo –, ir à praia no verão é algo bem natural.

Mais saúde e vida longa – Nem é preciso pesquisa para entender que o contato com o ambiente da praia reduz o estresse e estimula as pessoas a praticarem atividades físicas, trazendo interação social e benefícios à saúde.

Um espaço (quase) democrático – À praia cada um vai como quer, quando quer. Na praia, cada um faz o que quer, desde que não suje e não incomode os outros, não é? É um espaço de liberdade. Ops! Será?

Para muitos cadeirantes, por mais democrática que seja dar um mergulho para refrescar e revigorar o corpo nem sempre é tarefa fácil (ainda).

E como faz? Lá em Portugal, desde 2004, acontece o Projeto Praia Para Todos, que desenvolve a acessibilidade das praias oceânicas e pluviais, com atividades voltadas para as pessoas com deficiência, incluindo o banho de mar com a cadeira de rodas anfíbias (que flutuam na água e andam na areia). A iniciativa é do Instituto Nacional de Reabilitação, em parceria com prefeituras e empresas.

No Brasil – Já há um crescimento, de uns anos para cá, da consciência dos governantes para a questão da acessibilidade das praias, e nos últimos anos muitas praias do litoral de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo fizeram intervenções para melhoria dos acessos. Tais projetos têm como objetivo disponibilizar esteiras de acesso ao mar, cadeiras de rodas anfíbias e profissionais qualificados para o banho assistido. Ah, e em muitos estados também são oferecidas outras atividades, como surf, frescobol sentado, passeio de caiaque, etc.

O primeiro caldo a gente nunca esquece – Foi em Manguinhos. O mar estava como uma piscina. E, de repente, a única onda daquele dia veio em nossa direção toda redondinha e eu disse para minha amiga: “Vamos furar!” E quando percebi estava tudo rodando e eu submersa sem saber para onde estava indo. Minha amiga também levou um caldo, mas conseguiu se levantar primeiro e num rompante me puxou cabelo acima. Lá estava eu, rindo de me acabar. Nunca nos esquecemos da cena. Claro, estou rindo agora também.

Sempre fui fã de praia como a maioria dos capixabas, mas confesso que depois que me tornei cadeirante ir à praia aqui em Vitória com autonomia se tornou algo impossível. E sempre fiquei à espera da boa vontade de familiar ou amigo para poder dar uma “caída”. Então, por um período, aportei em outros “mares”. Até que um dia…

Em Vila Velha – Costumo dizer que sou outra pessoa depois que o Projeto “Praia Legal” – na Praia da Costa – foi lançado. Ufa! Depois de alguns anos é muito bom ter de volta a autonomia para um mergulho. O projeto está situado no trecho conhecido como Curva da Sereia (próximo ao Clube Libanês). E o horário é das 8h às 17h. Ah, o projeto passou por ajustes e parece que vai bombar no verão 2018!

Em Vitória – O projeto Praia Acessível funciona das 8h às 17h, em Camburi (não vejo ninguém por lá). Mas um probleminha dificulta nossa “caída” no mar: a balneabilidade da água. Quem se arrisca? Antes, na Curva da Jurema, também tinha esse problema… E parece que ele não acabou… Eu não tenho coragem…

Em Guarapari – a grande novidade é que foi lançado o Praia Acessível, no verão do ano retrasado, no final da Praia do Morro, próximo à entrada do Parque Municipal Morro da Pescaria. Ainda não fui. Nem sei se ainda está de pé…

E na Serra? Vamos ter de tomar outros “caldos”, pois ainda não temos projetos de praias acessíveis por lá. Uma pena, porque as praias são lindíssimas, calmas, limpas, planas e próprias para um belo projeto.

Sou dessa Praia – que refresca e que todos usufruem – todos mesmo. Mergulhar em mares diferentes, ter autonomia, testar novos protetores e chapéus, fazer amigos e voltar cheia de areia para casa. O bom da praia é isso! E é para lá que eu estou indo agora! Termine de ler a coluna e me encontre lá! Tchibum!

 

Mariana Reis é consultora em acessibilidade e educadora física

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