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Lojas fazem mutirão para negociar dívidas até o fim do mês

Quem não conseguiu ser atendido durante o Feirão Recupere seu Crédito, promovido pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de Vitória, Vila Velha, ...

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Quem não conseguiu ser atendido durante o Feirão Recupere seu Crédito, promovido pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, poderá renegociar, até o final deste mês, as dívidas diretamente com as empresas e limpar o nome para as compras de Natal.

Devido ao grande número de pessoas no evento, que terminou ontem, as lojas e as instituições financeiras participantes vão manter o atendimento aos inadimplentes em suas unidades. Para isso, o consumidor deve levar CPF, carteira de identidade ou outro documento com foto.

Para ter acesso às mesmas condições especiais (como descontos, parcelamento e redução de juros e
multas) oferecidas durante o feirão, o consumidor deverá apresentar, no momento da negociação, a
senha que foi distribuída durante a ação das CDLs.

No total, 14.691 senhas foram distribuídas nos cinco dias do evento. Cerca de 11 mil pessoas conseguiram negociar suas dívidas. O gerente operacional da CDL Vitória, Geraldo Calenzani, disse
que o Feirão Recupere seu Crédito reuniu 27 empresas, entre lojas, concessionárias de serviços essenciais, bancos e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

“A EDP Escelsa vai estender o atendimento aos clientes até o próximo dia 30. Já a Caixa vai renegociar até o dia 28 deste mês. As demais empresas vão atender até a próxima sexta-feira”, explicou Calenzani.

Inadimplência

No Estado, há mais de 1,8 milhão de registros no banco de dados do SPC, o que representa 622.761 pessoas inadimplentes. Do total, 57% são mulheres e 43% são homens.

Segundo estimativas da CDL Vitória, o número de inadimplentes no Estado cresceu 3,98% em outubro deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.

O dado ficou acima da média nacional, que foi de 0,21%. Já o número de dívidas em atraso registrou alta anual de 4,31%, também acima da média no País (-3,42%).

Reportagem de Thaíssa Dilly

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