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Mais de 11 mil ficam sem plano de saúde em um mês

Em meio a um cenário de alto índice de desemprego no País e redução da renda, o acesso à saúde privada também vem sendo afetado. Somente em outubro, ...

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Em meio a um cenário de alto índice de desemprego no País e redução da renda, o acesso à saúde privada também vem sendo afetado. Somente em outubro, 11.742 usuários deixaram os planos de saúde no Estado. A queda foi a mais acentuada deste ano, já que de janeiro a setembro a redução total foi de 16.281 pacientes.

Os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foram divulgados nesta semana, e mostram que nos últimos dois anos o número de beneficiários vem caindo a cada ano. Em dezembro de 2013, o Estado chegou a ter 1.178.093 usuários de planos de saúde, ou seja, 86 mil pessoas a mais no Espírito Santo tinham acesso a planos privados.

De acordo com a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, o motivo para esse crescente número de pessoas deixando os planos é a crise econômica que o País enfrenta. “Temos uma grande massa de desempregados que, ao perderem o emprego, cancelam seus planos. Sem segurança se vão continuar a conseguir pagar o plano, as pessoas acabam cortando.”

O diretor executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Antonio Carlos Abbatepaolo, confirmou que houve uma queda importante, motivada pela crise e, principalmente, pela redução dos empregos formais. “Dois terços dos planos de saúde hoje são empresariais. Isso significa que, quando há um desligamento, o trabalhador perde o plano. Ainda que ele possa permanecer em um período de transição, como ele consegue pagar integralmente esse valor?”, frisou Abbatepaolo.

Ele acrescentou que, apesar da queda, segundo pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, os planos de saúde aparecem em 3° lugar entre os maiores desejos dos brasileiros e 94% deles acham que o plano de saúde é essencial.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) destacou que o segmento está muito associado ao comportamento da economia, à geração de emprego formal e renda. Disse, ainda, que acredita no processo de estabilização da economia para que a saúde suplementar comece a ter retorno do equilíbrio à medida que os beneficiários recuperarem seus empregos.

Eliane Proscholdt, Francine Spinassé e Kelly Kalle

Confira a reportagem especial completa no Jornal A Tribuna

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