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33 casais gays buscam clínicas no Estado para ter filhos

Em dois anos, 33 casais homoafetivos procuraram clínicas para realizar o sonho de serem pais. Foto: Arquivo/AT. A adoção é uma das formas mais comuns ...

Última atualização

21.06.2007 - Divulgação SB / Comunicação - JB BA - Franquias / Franchising - Pró Nascer Em dois anos, 33 casais homoafetivos procuraram clínicas para realizar o sonho de serem pais. Foto: Arquivo/AT.

A adoção é uma das formas mais comuns de um casal gay realizar o sonho de ter filhos. Porém, uma nova possibilidade vem ganhando força: o tratamento em clínicas de reprodução humana. Do ano passado até hoje, 33 casais homoafetivos foram a três clínicas de fertilização do Estado para fazer o procedimento.
Na Unifert, foram três casais no ano passado e quatro estão em tratamento neste ano. A ginecologista e obstetra da clínica Isabela Rangel explicou que a maioria escolhe a fertilização in vitro.
Nessa técnica, os óvulos são recolhidos e colocados em contato com o sêmen previamente recolhido e processado para que ocorra a fertilização em laboratório. Por último, os embriões são avaliados e implantados no útero.
Quando é um casal de mulheres, em muitos casos uma das duas cede o óvulo e a outra recebe o embrião inseminado por um doador e tem a gestação da criança. “Essa técnica tem uma eficácia de até 55%, então pode acontecer de um mesmo casal tentar mais de uma vez”, declarou.
Também há a possibilidade de inseminação ultrainterina. Nessa técnica, o dia fértil da mulher é acompanhado com ultrassonografias. Na data correta, o sêmen é colhido, processado e injetado no útero com um cateter.
De acordo com o médico e proprietário da Biofert, Welington Balla, só no ano passado e este ano a clínica recebeu 12 casais que queriam tentar ter filhos.
“Recebemos dois casais de homens, apesar de não ser muito comum. Neste caso, é preciso que um parente de um dos dois, seja mãe, tia ou irmã, gere a criança”.
A técnica do útero de substituição, popularmente conhecida como barriga de aluguel, pode utilizar o sêmen de um dos pais e o óvulo de uma doadora anônima.
Já a clínica Jules White, segundo a administradora Meri Peterle, recebeu seis casais no ano passado. Atualmente, conta com cinco casais em tratamento, totalizando oito este ano. “Já recebemos um casal de homens, em que a mãe de um deles iria gerar a criança. Também tivemos um casal com uma transexual que tinha o sonho de ser mãe. Mas a procura mais comum é de casal de mulheres”.

Família completa

CIDADES Casais gays buscam tratamentos em clínicas do Estado para ter filhos Na foto Dayane dos Santos Bernado Siquara e Lindamara Siquara Nascimento dos Santos, com o filho Bernardo, de 1 mês Foto: Leone Iglesias Daiane e Mara tiveram o primeiro filho, Bernardo, há 40 dias: “Não desistimos e hoje temos uma família linda”. Foto: Leone Iglesias/AT

Juntas há seis anos, a técnica em segurança do trabalho Daiane Bernardo, 23, e a gerente administrativo Mara Sicuara, 49, tiveram o primeiro filho há 40 dias.
Elas recorreram a uma clínica de reprodução humana, a Unifert, para realizar o sonho da maternidade. O pequeno Bernardo começou a ser planejado ainda em agosto do ano passado.
“Era um sonho nosso há quatro anos. É nosso primeiro filho, saudável e lindo. Não desistimos e hoje temos uma família linda”, contou Daiane.

Reportagem: Bárbara Becalli. O texto completo está publicado na edição de domingo, 2 de outubro, do jornal A Tribuna.

 

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