
O Brasil não terá representante na final da competição individual geral de ginástica rítmica. A capixaba Natália Gaudio, única brasileira na disputa, fez 65.532 pontos em apresentação nesta sexta-feira (19).
Com a pontuação, ela não conseguiu alcançar o décimo lugar – posição mínima para disputar as medalhas neste sábado (20). Natália encerrou sua campanha na Rio 2016 na 23ª colocação entre as 26 atletas que disputaram as provas.
A ginástica rítmica leva em consideração a pontuação da apresentação da atleta com quatro aparelhos: fita, maças, bola e arco. No fim, as dez que mais pontuaram passam de fase.
A Rússia busca seu quinto ouro seguido em Olimpíada. Em 2016, Yana Kudryavtseva e Mamun Margarita estão na disputa.
O Brasil volta à competir na ginástica rítimica neste sábado na classificatória por equipes. O time é formado por Morgana Gmach, Emanuelle Lima, Jessiac Maier, Gabrielle Moraes da Silva e Francielly Pereira.
Satisfeita
Natália ressaltou sua felicidade por ser a primeira representante brasileira individual da ginástica rítmica desde a Olimpíada de 1992, em Barcelona, no mesmo ano em que nasceu.
“Só posso dizer que estou muito feliz de estar aqui representando o país. É importante que a gente mostre a evolução da ginástica rítmica. Foi do jeito que eu imaginei, do jeito que eu treinei. Mostrei a evolução da ginástica rítmica brasileira. A gente ainda tem muito a evoluir, mas é passo a passo. Devagarinho, a gente chega lá”, disse a uma emissora esportiva.
“Eu estou muito feliz com meu desempenho. Foi a primeira vez que consegui tirar mais que 16 em todos os aparelhos. Fiz séries limpas e alcancei os objetivos”, acrescentou.
Sem se abalar por não ir à final, Natália já volta suas atenções para as próximas competições. A capixaba acredita que voltará a representar o Brasil na próxima edição dos Jogos Olímpicos.
“Não vejo como o fim de um ciclo. Tem muitas competições pela frente, meu corpo está bem. Quero ir para Tóquio em 2020 e sei que tenho condições.”