
Muito mais do que coisa para se guardar a sete chaves dentro do coração. Os amigos de Milton Nascimento são exibidos no palco, em espetáculo inédito neste sábado (21) em Vila Velha, que celebra as lutas e a esperança do carioca crescido em Minas.
“Bituca” desde a infância e “Ava Nheyeyru Iyi Yvy Renhoi” (ou “Semente da Terra”) para os índios Guarani-Kaiowá desde 2010, o cantor e compositor escolheu o último nome para batizar a turnê, que agrega as causas políticas e sociais que permeiam seus quase 75 anos de vida.
Estão no espetáculo, a luta contra o racismo, a questão indígena, os anseios do trabalhador, das crianças e das mulheres. “Todo mundo deu sugestões sobre o set list, a começar pelo Danilo Japa, que é o diretor artístico, passando pelo meu filho, Augusto (Kesrouani)”, conta Milton.
Entre as músicas que, para ele, representam “tudo o que eu tenho vivido, o passado, o presente e o futuro”, estão “Credo”, “O Que Será (À Flor da Terra)”, “O Cio da Terra”, “Fé Cega, Faca Amolada”. E, claro, “Maria, Maria”, um lampejo de esperança para todos que, como ele mesmo, possuem “a estranha mania de ter fé na vida”.
Reportagem: Paula Dell’Isola
