
O Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais entrou com uma ação na Justiça para obrigar a Mineradora Samarco e suas controladoras, a Vale e a BHP Billiton, a recuperaram as cavernas que foram soterradas pela lama da barragem de Fundão que vazou no dia 5 de novembro de 2015. O prazo máximo para a recuperação é de dois anos.
A promotoria informou que cinco cavernas foram atingidas pela lama e elas ficam em uma área de aproximadamente 2 mil hectares na bacia do Rio Doce.
O MPE de Minas pede ainda a “reparação pelos danos ambientais remanescentes no valor de R$ 100 milhões e o pagamento de indenização de outros R$ 50 milhões pelos danos sociais e extrapatrimoniais decorrentes das lesões ao patrimônio natural” na ação.
Segundo o Ministério Público, as cinco cavernas atingidas estão em área de proteção especial. A Samarco e a Vael informaram que não comentariam a ação por ainda não terem sido citadas. A BHP Billinton ainda não comentou a ação.
A ação destaca que “as cavidades naturais compõem ecossistemas de intensa complexidade e grande fragilidade ambiental, ricos em fauna, beleza cênica, multiplicidade de feições morfológicas, deposições minerais de diversos formatos e estratégicos reservatórios de água, além de guardarem vestígios paleontológicos, arqueológicos e de mudanças climáticas”.