
Em entrevista ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (02), o ministro de Minas e Energia do Governo Michel Temer, Fernando Coelho Filho, afirmou que a privatização da Petrobras vai acontecer em algum momento. “É um caminho, mas não dá para tocar todas as agendas”, disse.
A declaração do ministro foi dada na véspera do dia em que a companhia celebra os 63 anos de fundação (3 de outubro de 1953), em um momento onde a estatal tem investido na retomada das áreas produção e na aplicação de um processo seletivo para a contratação de novos profissionais.
O assunto surgiu quando o ministro foi questionado pela economista Elena Landau, ex-conselheira da Petrobras, quanto a um suposto apoio – por parte da população – em privatizações de estatais. “Por que não se aproveita o momento positivo e não se fala de Petrobras?”, questionou.

Fernando Coelho afirmou que a privatização da Eletrobras já é um “desafio enorme” para o ministério e que, embora o volume de dívidas da Petrobras seja superior à estatal de energia, a relação dívida líquida / caixa da empresa é muito superior por parte da companhia de petróleo. Ou seja, financeiramente, a Petrobras é mais rentável para o governo.
Em relação à privatização da Eletrobras , o ministro disse que o processo incluirá Furnas e Chesf. “Vamos privatizar a holding e as unidades afiliadas”, disse Coelho Filho.
Um dia após a declaração, o ministro desmentiu o que havia declarado no programa da TV Cultura, transmitido ao vivo. Por conta da fala do ministro sobre a privatização da Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo está operando em alta nesta terça-feira (03).
Weslei Radavelli, com informações de agências