
Com a reciclagem, a economia de energia é equivalente a 20% do obtido com o horário de verão. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a redução da demanda máxima de energia com a mudança de horário, no momento de pico, deve ser de 3,7% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 4,8% no Sul. A economia deve ser de R$ 147,5 milhões.
Segundo o presidente executivo da Abralatas, Renault Castro, a manutenção do índice em níveis próximos a 100% é a confirmação do sucesso do modelo de reciclagem adotado pela embalagem, que se tornou uma referência para a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “O segredo é a existência de demanda pelo material e de uma rede de coleta viabilizada pelo valor da lata, mas que também permite o aumento da reciclagem de outros materiais”, disse.
O coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal, Mario Fernandez, afirmou que a coleta da latinha injetou cerca de R$ 730 milhões na economia brasileira. “Se fosse uma empresa, a ‘Coleta SA’ estaria entre as 730 maiores do país. O valor equivale a quase um milhão de salários mínimos por ano, confirmando a importância da reciclagem para a geração de emprego e renda aos catadores de materiais recicláveis”, afirmou.
Fernandez destaca que a reciclagem das latas de alumínio consome apenas 5% da energia utilizada na produção da embalagem, a partir do alumínio primário, que é extraído da bauxita. “Ou seja, a economia de energia proporcionada pela reciclagem da lata atenderia a demanda anual residencial de um estado como o de Goiás”, disse.
Segundo o presidente da Abralatas, outro benefício ambiental trazido pelo reaproveitamento das latinhas é a redução da emissão de gases do efeito estufa. “O processo de reciclagem da lata reduz em 95% as emissões de gases de efeito estufa, uma informação relevante diante de um consumidor cada vez mais consciente e de um mercado que se preocupa com o impacto ambiental de sua produção”, disse Castro.