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Obras da Cesan vão ser investigadas pela PF

A Polícia Federal (PF) do Paraná abriu um inquérito para investigar obras da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) feitas pela ...

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A Polícia Federal (PF) do Paraná abriu um inquérito para investigar obras da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) feitas pela construtora Odebrecht no Espírito Santo. O inquérito foi aberto pelo delegado federal Filipe Hille Pace.

Além das obras da Cesan, a Federal vai investigar mais de 30 obras no Brasil e no exterior — entre elas a reforma do Maracanã, no Rio de Janeiro; o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e o aeroporto de Catumbela, em Angola.

A investigação vai apurar possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e de fraude a licitações, explicou o delegado Pace na portaria assinada por ele. Um relatório, que também foi feito pelo delegado, aponta que a Odebrecht pode ter pago propina para realizar obras da Cesan.

“É indubitável que os nomes que colaciono abaixo motivaram pagamento de vantagens indevidas”, apresentou Pace, no relatório. Por outro lado, as pessoas que teriam recebido propina não foram identificadas no material.

A 35ª fase da Operação Lava a Jato, denominada Omertà, foi deflagrada nessa segunda (26). O nome foi escolhido em referência à origem italiana do codinome que a construtora usava em referência a Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma, preso na ação.

Nessa mesma fase foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa do economista capixaba Gradiston Coelho da Silva. Ele foi levado para prestar depoimento na sede da Federal, em São Torquato, Vila Velha, e depois liberado.

A Tribuna foi, nessa quarta-feira (28), até a casa de Gradiston, em Maruípe, Vitória. A pessoa que atendeu o interfone não quis se identificar e disse que o economista estava viajando, mas não informou para onde e quando ele voltava.

A Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) informou, por meio de nota, que todos os seus contratos são licitados conforme as normas jurídicas vigentes e obedecem o devido processo legal.

“A Companhia acrescenta que está à disposição das autoridades para fornecer os esclarecimentos necessários”, informou em nota.

O ex-presidente da Cesan Ricardo Maximiliano Goldschmidt esteve à frente da empresa entre 2008 e 2009, quando a Cesan assinou contratos com a Odebrecht. Ele informou desconhecer a investigação e não ter opinião sobre o assunto.

“Eu estava substituindo o presidente (que na época era Paulo Rui Carnelli), mas depois disso não assumi nenhum outro cargo público”, informou Goldschmidt. Ele também disse estar satisfeito com as investigações da Lava a Jato.

Reportagem: Giordany Bossato

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