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Pai de família encontrada morta abriu empresa três meses antes da tragédia

Corpo de Nabor e dos dois filhos foram encontrados no pátio do condomínio. Foto: Reprodução/Facebook O pai da família encontrada morta na manhã da ...

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Nabor e os dois filhos: os corpos deles foram encontrados no pátio do condomínio Corpo de Nabor e dos dois filhos foram encontrados no pátio do condomínio. Foto: Reprodução/Facebook

O pai da família encontrada morta na manhã da última segunda-feira (29) em um condomíno da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, abriu uma empresa em sociedade com a mulher, Laís Khouri, de 48 anos, em junho. Nenhum dos dois tinha dívidas registradas em serviços de crédito.

Nabor Coutinho de Oliveira Junior, de 43 anos, foi achado no pátio do Edíficio Lagoa Azul, na Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, ao lado dos filhos, Henrique, de 10 anos, e Arthur, de 7. A principal suspeita é de que ele matou a mulher e os filhos antes de se suicidar.

Ele registrou a empresa do ramo de softwares N Reach Consultoria de Sistemas LTDA em Contagem, cidade natal do casal, em Minas Gerais. O registro aconteceu um mês antes de ele abandonar a carreira de 18 anos na Tim para dar consultoria na companhia americana Datami.

O delegado Fábio Cardoso, titular da Divisão de Homicídios da Capital, informou que Nador tinha problemas no novo trabalho. De acordo com ele, familiares afirmaram que ele não estava feliz na empresa. “Os depoimentos confirmam uma incerta insatisfação dele com o cargo que estava exercendo”, afirmou Cardoso.

A Polícia Civil encontrou uma carta supostamente escrita por Nabor. Segundo o registro, ele afirma que não vê saídas. “Está claro para mim que está insustentável e não vou conseguir levar adiante. Não vamos ter mais renda e não vou ter como sustentar a família (…). Sinto um desgosto profundo por ter falhado com tanta força, por deixar todos na mão. Mas, melhor acabar com tudo logo e evitar o sofrimento de todos”, diz a carta.

As investigações ainda estão em curso. A carta será periciada por técnicos, mas a família já teria reconhecido a letra do engenheiro.

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