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Pai desabafa em rede social após companhia aérea “perder” o filho

Pai postou foto em sua conta do Facebook. Foto: Reprodução/Facebook O professor Wanderson Romão, 32 anos, se preparou para passar seu aniversário com ...

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15253507_1338426209573831_520699558932345347_n-1 Pai postou foto em sua conta do Facebook. Foto: Reprodução/Facebook

O professor Wanderson Romão, 32 anos, se preparou para passar seu aniversário com o filho de seis anos, que mora com a mãe no Rio de Janeiro, comprando passagens para a criança – que viajaria pela primeira vez sozinha. Mas a criança, ao invés de desembarcar no aeroporto de Vitória foi para em Curitiba, na sexta-feira (2).

O susto no dia do aniversário – e a revolta – fez com que o professor postasse um depoimentos em sua conta no Facebook que ganhou destaque nas redes e já tem mais de 2.000 compartilhamentos e cerca de 10.000 curtidas.

Leia parte depoimento:

“GOL: MEU FILHO NÃO É MALA PARA SER EXTRAVIADO”

Meu nome é Wanderson Romão, 32 anos, sou professor, residente em Vitória-ES e pai de um menino de 6 anos que mora no RJ com a mãe. Sou separado desde o primeiro ano da criança. Visando comemorar o meu aniversário, dia 03 de dezembro de 2016, comprei uma passagem da GOL Rio/Vix para o dia 02/12 pela companhia GOL com a opção de criança (desacompanhada), pelo Voo 2160. Neste caso, a gente paga uma taxa por esse serviço (R$ 100). O total da ida e volta ficou em torno de R$ 750. Meu filho foi deixado pela mãe no aeroporto do Galeão as 16 h e entregue aos funcionários da GOL. Nele foi colocado toda a documentação necessária: Identidade, passagens, e o documento do Juiz que permitia que ele viajasse sozinho apenas para os estados de ES, SP e RJ, aonde temos familiares.

Pois bem, meu filho, de seis anos, em sua primeira viagem desacompanho de sua vida, incrivelmente e irresponsavelmente havia desaparecido.

Frustrante, quem fez a descoberta do absurdo, fui eu, o Pai da criança, que ao notar o desembarque do vôo que chegava em Vitória as 18:20 h, percebi que meu filho, que deveria sair acompanhado, não havia saído do avião e não estava presente no vôo. Foi as piores horas da minha vida, pois percebi que meu filho havia desaparecido. De maneira racional, tive a sensação de que seria impossível ele ter perdido o vôo e estar ainda no Galeão, aeroporto do RJ. Aliás moramos no Brasil, esse foi meu ponto de partida. Daí começou o desespero e tive que descobri, onde o meu filho realmente estava.

Entrei na sala de desembarque provocando os funcionários da GOL e INFRAERO que pouco me ajudaram. Quase invadir a pista, mas fiquei receoso de ser preso. Ao questionar os funcionários da GOL, absurdamente tive que ouvir da atendente a pergunta se que se eu havia comprado a passagem por Smiles !! Neste caso, eles te direcioriam para o 0800. Já passei por isso antes, quando estava no aeroporto Santos Dumond, em 2013. Bom, havia uma criança desaparecida. Ninguém estava me ajudando. Até que, enfim, assionei o agente da Polícia Federal que estava no local. Veio então o delegado do aeroporto de Vitória que entrou no Voo 2160 e não encontrou a criança. Liguei para mãe para dar a notícia: “Joyce, a GOL sumiu com o nosso filho”. Veio então o desespero. Ela imediatamente foi para o Galeão tentar localizar o nosso filho. Ninguém estava acreditando, a vó da criança, eu, a mãe, meus amigos. O mundo caiu! Veio à tragédia de Chapecó imediatamente em minha cabeça.

A supervisora da GOL foi acionada. Depois de 1 h tive a informação que meu filho havia chegado, mas em Curitiba, Paraná !! Ele fez o voo sem nenhuma pessoa ao lado. Não havia autorização judicial para ele ir ao Paraná, apenas RJ, ES e SP. O que era para ser um vôo de 45 min se transformou em um vôo de 1 h e meia. A criança estava com medo, havia chorado durante o voo. Não h;avia ninguém ao seu lado. Lembra do acompanhante da GOL e da taxa extra? não existia acompanhante. Não tinha notícias do meu filho. Não consegui falar com ele.

A GOL, para solucionar a MERDA que tinha feito, me deu apenas uma opção: que meu filho viesse para Vitória, via conexão Curitiba-Rio-ES. Decidi pela vida do meu filho, que ele ficasse no RJ, sem conexão. Aliás, se em um vôo direto haviam perdido ele, imagina em uma conexão. Ele deveria estar com medo, assustado. As 21 h ele chegou ao RJ. Totalizando 4 horas de viagem. Meu filho de seis anos relatou para mim que ele descobriu através dos funcionários da GOL que estava no vôo errado: “pai eles falaram coisas feias, palavrões, na minha frente”. Vi aí um absurdo e despreparo total.

Meu filho está bem ! Já está em casa, com a mãe. Mas eu continuo aqui em Vitória, sem montar minha árvore de natal, sem irmos ao Papai Noel e sem vê-lo sorrir e feliz. Aliás, qual o pai que não quer o filho do lado no dia do seu aniversário? Ele não vê a família do pai a mais de um ano, pois estava fora do país. Ele me ligou e disse que não podia passar o aniversário comigo mas que iria comprar um presente e me perguntou: como iremos montar a árvore de natal?

Fica aqui a minha aflição e frustração, pois em uma nação que não investe em EDUCAÇÃO, não se pode acreditar em futuro. Tenho vergonha de ser Brasileiro! Perdi a esperança.

Nunca vi um ser humano, tão inocente, puro, ser tratado com tanto desprezo, despreparo, irracionalidade, como uma espécie de uma MALA, que simplemente foi EXTRAVIADA.

Feliz aniversário Wanderson, 03/12/16″

 

 

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