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Pai pede teste de DNA após suspeita de troca de bebês em hospital da Serra

Imagine esperar pelo nascimento de um menino, receber a notícia de que nasceu uma menina e que, por problemas no parto, ela não conseguiu sobreviver. ...

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Imagine esperar pelo nascimento de um menino, receber a notícia de que nasceu uma menina e que, por problemas no parto, ela não conseguiu sobreviver. Foi o que viveu um casal de lavradores de Brejetuba, no último sábado (20). .

O pai da criança registrou um boletim de ocorrência e pediu um exame de DNA para tentar descobrir o que aconteceu durante o parto, realizado no Hospital Estadual Doutor Jayme Santos Neves, na Serra. Ele suspeita que pode ter havido uma troca de bebês.

“A gente estava esperando um menino, o nome dele seria Jony. Seria nosso último filho, porque já temos sete e ela faria uma laqueadura. Mas me ligaram e disseram que era uma menina e estava morta. É muita tristeza”, contou o lavrador, que preferiu não se identificar.

Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, onde foi realizado o parto. Foto: Thiago Coutinho Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, onde foi realizado o parto. Foto: Thiago Coutinho/AT

Ele contou que a mulher, de 35 anos, começou a sentir dores na última sexta-feira (19) e teve de ser transferida às pressas para o hospital, que é referência no Estado para partos de alto risco.

“Em todos os ultrassons que fizemos lá em Brejetuba, inclusive um na sexta-feira, mostrou que era um menino. O médico chegou até a me mostrar o órgão genital do neném. Quero descobrir o que aconteceu”, disse o pai da criança.

O lavrador fez uma denúncia na 3ª Delegacia Regional da Serra e que vai procurar o Ministério Público. “Estou muito abalado com tudo isso. Vamos fazer o teste de DNA para saber o que realmente aconteceu, se foi um erro do exame ou do hospital”, disse.

O corpo da criança foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) para a necropsia e o exame. De acordo com o delegado de plantão da 3º Delegacia Regional da Serra, o caso será encaminhado para a delegacia de Novo Horizonte.

Outro lado

Segundo o diretor técnico do Hospital Jayme Santos Neves, Eric Gaigher, não houve outro parto na mesma hora em que a lavradora estava em cirurgia. Ele acrescenta que o exame de ultrassom não é 100% confiável e pode haver enganos de interpretação.

“É uma taxa muito grande de erros. O melhor exame para a identificação do sexo do bebê é o exame físico na hora do nascimento”, ressaltou.

O médico disse que lavradora de Brejetuba chegou ao hospital na sexta-feira com descolamento de placenta e foi encaminhada imediatamente para sala de cirurgia.

“O deslocamento prematuro de placenta (DPP) é uma doença muito grave. Quando a paciente chegou, tinha risco alto de vida para a mulher e o bebê. Ela foi atendida por uma equipe médica, que tentou manobras de reanimação no bebê, sem êxito”.

De acordo com o diretor técnico, a mãe continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital. “Ela perdeu muito sangue”, contou.

Reportagem: Lorrany Martins

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