
A pouco mais de duas semanas da Cerimônia de Abertura, no Maracanã, o comitê organizador luta para alavancar a venda de ingressos para a Paralimpíada. O evento corre contra o tempo para atrair o interesse de um público que, mesmo para os padrões brasileiros, tem mostrado apatia na corrida para as bilheterias.
O Comitê Rio-2016 informou, na última quarta-feira, que apenas 12% dos ingressos haviam sido vendidos, ou seja, 300 mil entradas. Diante desse cenário, o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) anunciou um “pacote de austeridade” para reduzir os custos da Paraolimpíada.
“Nunca nos 56 anos de história do movimento paraolímpico enfrentamos uma situação como essa. Tivemos sérios problemas, mas ao menos estamos conseguindo ver algum tipo de luz no fim do túnel. As autoridades brasileiras tomaram medidas para possibilitar que ofereçamos a atletas e a espectadores a melhor experiência possível nesses Jogos”, disse Craven.
O dirigente se referiu à injeção de caixa prometida pela prefeitura do Rio de Janeiro e pelo governo federal, totalizando US$ 250 milhões e que, segundo a Rio 2016, compensarão problemas de caixa causado pela venda baixa de ingressos até agora e por buracos no orçamento único olímpico/paraolímpico causados por despesas de emergência como os reparos na Vila dos Atletas.
Os próximos esforços estarão centrados na venda de mais ingressos. Além de oferecer entradas de até R$ 10, a Rio 2016 estuda até abrir os portões do Parque Olímpico para permitir o livre trânsito de visitantes fora da arenas.