
No documento em que pede a prisão do pastor Felipe Garcia Heiderich, suspeito de abusar do enteado de 5 anos, a delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), disse que ele mostrou “alto grau de perversão”. Felipe nega as acusações.
A delegada alegou ainda que “a prisão do indiciado é imprescindível, uma vez que o indiciado é acusado de ter cometido crime gravíssimo, inclusive considerado hediondo”. Segundo ela, a prisão é necessária para que ele não volte a cometer o crime com outras crianças.
Felipe foi preso no último dia 4. Desde terça-feira passada, dorme isolado numa cela no Complexo de Gericinó. A defesa de Felipe nega as acusações.
O Ministério Público endossou o pedido de prisão, após considerar as avaliações psicológica e psiquiátrica da criança, feitas por dois profissionais. Segundo as investigações, os abusos ocorriam durante o banho da criança.

Quem fez a denúncia foi a esposa de Felipe Heiderich, a pastora Bianca Toledo. Ela divulgou um vídeo e textos numa rede social, anunciando a separação e acusando o marido de pedofilia. “Me enganou e enganou a todos. É triste, mas é a verdade”, escreveu ela.
Na quarta-feira (6), o senador e pastor Magno Malta (PR-ES) se manifestou sobre o ocorrido no plenário do Senado (veja vídeo). Segundo ele, Felipe, após saber que a esposa estava ciente dos abusos, tentou se matar e confessou ter cometido o crime.