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Pelas redes sociais, grupos convocam passeata contra “cura gay” em Vitória

Os eventos nas redes sociais contam com mais de dois mil interessados. Foto: Divulgação A decisão da Justiça do Distrito Federal em autorizar, em ...

Pelas redes sociais, grupos convocam passeata contra “cura gay” em Vitória
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Os eventos nas redes sociais contam com mais de dois mil interessados. Foto: Divulgação

A decisão da Justiça do Distrito Federal em autorizar, em caráter liminar, que a homossexualidade possa ser tratada como doença por psicólogos, começa a gerar os primeiros efeitos na Grande Vitória. Movimentos sociais ligados aos direitos do público LGBT estão convocando um protesto para a próxima sexta-feira (22), a partir das 17h00, em frente à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Em pelo menos dois eventos nas redes sociais, mais de 2 mil usuários demonstraram interessem em participar, sendo que pelo menos metade confirmou participação. Um dos eventos é chamado de “Caminhada contra Retrocesso da Justiça”.

“Vamos caminhar e colorir as ruas da Grande Vitória com nosso amor e nosso orgulho! Vamos mostrar que amor não é doença e sim a cura pra muitas delas. Contra esse retrocesso da justiça convidamos a todos a saírem as ruas e pacificamente deixar nossa pinta e nosso recado aos juízes que determinaram tratar de gays como dentes. E mostrar que doença é a LGBTIfobia”, anunciou a página do Coletivo Comes

“Essa é a hora de gritar, exigir, mostrar quem somos, garantir que as gerações que estão por vir não passem pela tortura psicológica que é ter sua sexualidade tratada como doença. Vamos gritar, vamos pra rua, vamos mostrar que estamos aqui e não vamos aceitar tamanho retrocesso”, completou a página.

Entenda o caso

A Justiça Federal do Distrito Federal autorizou, em caráter liminar, que a homossexualidade possa ser tratada como doença por psicólogos, sem qualquer tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Com a decisão, ainda que em liminar, gays e lésbicas podem fazer terapias de “reversão sexual”. A proposta, em discussão há alguns anos, é chamada popularmente de “cura gay”.

Na decisão, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de condutas dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem qualquer possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

O Conselho Federal de Psicologia afirmou em nota que vai recorrer às instâncias superiores.

 

Weslei Radavelli

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