- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Notícias

“Pensei que era lenda urbana”, diz médica atacada com agulha

Avenida Paulista, na região central de São Paulo, onde médica foi atacada (Foto: Reprodução/internet) "A gente pensa que se trata de uma lenda urbana ...

Última atualização

Avenida Paulista, na região central de São Paulo (Foto: Reprodução/internet) Avenida Paulista, na região central de São Paulo, onde médica foi atacada (Foto: Reprodução/internet)

“A gente pensa que se trata de uma lenda urbana e quando acontece, a gente fica abalada, assustada por essa ação maldosa”.  A definição é de uma médica peruana sobre o sentimento vivido por ela após ser atacada por um homem, que espetou a agulha de uma seringa em suas costas, na última quarta-feira (22), perto da esquina das avenidas Pamplona e Paulista, na  região central de São Paulo.

A médica  disse que só percebeu que tinha sido ferida por uma agulhada ao ver o agressor espetar o corpo de uma outra mulher na mesma calçada, instantes depois de ela própria ter sido atacada.

“De repente, eu senti uma pressão nas costas, como se fosse a ponta de uma caneta. Virei e pensei que seria algum conhecido me chamando a atenção, brincando. Foi quando vi, passando por mim,  um homem alto, magro, moreno, 40 anos, de moleton verde com listras brancas”, contou.

“Não consegui ver nada nas mãos dele. Achava que ele tinha simplesmente me furado com uma caneta. Ele continuou andando até a esquina da Pamplona com a Paulista e aí eu o vi tirar uma seringa da manga e furar outra moça”, acrescentou.

A médica disse que conversou com a outra vítima, mas que se separaram em seguida. “Eu corri para alcançar a moça e ele atravessou a Avenida Paulista. Nós o  perdemos de vista. Perguntei para a menina, que foi ferida no bumbum, se ela tinha sido agredida. Ela disse que entraria no shopping para ver se tinha sido ferida mesmo. Nos separamos aí”.

Por conta da agressão, a médica passou a tomar medicação antirretroviral. “Fui para um hospital perto e eles recomendaram ir ao Hospital Emílio Ribas, onde se aplica o PEP (sigla em inglês que designa profilaxia pós-exposição). Me deram a medicação para sete dias e orientaram procurar um centro de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) para a primeira sorologia de controle. Peguei a medicação de 28 dias e estou tomando”, disse a médica.

Ela contou que fez testes de sorologia para sífilis e HIV, mas eles deram negativo. “Mas esses exames servem para mostrar se eu já tinha essa infecção antes do ataque, não dá para saber se fui infectada naquele momento. Terei de fazer outros exames periódicos por um ano”.

Ainda segundo ela, “o vírus HIV vive fora do corpo por até uma hora, mas é muito difícil a transmissão por uma perfuração tão rápida. Não sei o que continha naquela seringa, se tinha algum fluido. Fui puncionada por uma seringa com conteúdo desconhecido”.

ROTINA

A médica disse que precisou mudar a rotina depois do ataque por medo de sair de casa. “Na verdade, foi um estresse. Estou tranquila do ponto de vista saúde física. A única coisa que me incomoda é tomar uma medicação que é muito forte e que tem muitos efeitos colaterais”.

“Foi um evento que mudou muito a minha rotina, tive de ir a uma delegacia, ao IML, fazer exames de sangue. Isso mexeu com minha confiança de sair à rua, presto muito mais atenção ao meu redor, estou abalada porque não se espera, fiquei pasmada, por isso não reagi e não pensei em chamar a polícia na hora”, relatou.

ATENDIMENTO

Segundo o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, “todas as orientações foram dadas e as condutas adequadas foram tomadas” em relação à paciente. De acordo com o instituto, “casos como esses são raros” e seus “riscos para transmissão de doenças infecciosas são considerados mínimos”.

Em um post publicado no Facebook, uma usuária da rede relatou o episódio que, segundo ela, teria ocorrido com uma amiga, que é médica. Ela afirma que por volta das 17h, ambas caminhavam pela avenida quando um homem injetou uma agulha nas costas da mulher.

“Ela sentiu uma pressão nas costas, mas não percebeu que havia sido fincada com uma agulha. O homem passou calmamente a seu lado, escondendo o material e na sua frente perfurou a garota que estava andando em frente a ela no bumbum”, escreveu.

 

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.