
Tomar banho em águas cristalinas a cerca de dois mil metros de altitude é uma experiência para guardar por toda a vida. A reportagem com algumas dessas paisagens estonteantes do Espírito Santo foi publicada na edição impressa de A Tribuna do último domingo (3).
No Estado, as piscinas naturais mais elevadas estão situadas no Parque Nacional do Caparaó, na divisa com Minas Gerais. Entre as belas opções do local está o Poço Encantado, no vale que tem o mesmo nome. É possível acessá-lo tanto pela portaria do lado mineiro quanto pela entrada no distrito de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, no Espírito Santo.
O contorno da piscina natural produz um efeito que lembra as bordas infinitas dos grandes hotéis, com a vantagem de apresentar uma paisagem exuberante vista de um dos pontos mais altos do Brasil.
As águas cristalinas e geladas, o ar puro e o som das cachoeiras ao fundo produzem sensações únicas que fazem jus ao nome do vale. O empresário e guia de ecoturismo Geison Alvim, 23, da Xtreme Turismo, conseguiu reproduzir tudo isso numa foto em que uma mulher parece flutuar à beira do abismo.
Geison disse que visita o local há 11 anos levando grupos de excursão. Em média, são quatro excursões por ano, sempre na temporada do inverno, entre junho e setembro. “As piscinas naturais impressionam o visitante devido à altitude e abundância de água”, destacou.
O parque funciona todo dia e para acessá-lo é preciso pagar taxa de R$ 15. Os pontos turísticos são bem sinalizados, mas o ideal é ter a companhia de um guia, por ser uma área remota, com obstáculos naturais.
O principal atrativo do parque é o Pico da Bandeira, com seus 2.892m acima do nível do mar. É o terceiro cume mais elevado do Brasil, atrás do Pico da Neblina (2.993m) e do Pico 31 de Março (2.972m), ambos no Norte do Amazonas.
Pelas montanhas do Caparaó, dezenas de cachoeiras, como a da Farofa, do Aurélio e dos Sete Pilões – de fácil acesso e visitação permitida –, descem aos grandes rios, contornam encostas e produzem visuais deslumbrantes. Outras cachoeiras estão escondidas nas matas e o acesso não é permitido.
Reportagem: Alessandro de Paula e Leandro Fidelis