
A presença da presidente afastada Dilma Rousseff na tribuna do Senado, às vésperas do julgamento do impeachment, estimulou manifestações em seu apoio nas principais capitais do país no fim da tarde desta segunda-feira (29).
Na Avenida Paulista, em São Paulo, o ato contou com confronto com a polícia. Os organizadores do protesto calcularam em dois mil o número de participantes no início do ato. A Polícia Militar não fez uma estimativa de público.
No Rio, um ato convocado pela Frente Brasil Popular começou na Praça Pio X, onde fica a Igreja Nossa Senhora da Candelária, e às 18h45 partiu para a Avenida Rio Branco. De acordo com a organização do protesto, cerca de 10 mil pessoas passaram pela Avenida Rio Branco.
Em Salvador, na Bahia, os manifestantes bloquearam quatro das seis faixas da Avenida Antônio Carlos Magalhães, em uma das regiões mais movimentadas da capital baiana. Agentes da Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador) informaram que o congestionamento chegou a 5 quilômetros.
Bombas
Em São Paulo, impedidos pela Polícia Militar (PM) de prosseguir em caminhada pela Avenida Paulista até a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), manifestantes contrários ao impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff se concentravam, até as 22h desta segunda, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os participantes do protesto pretendem manter a Paulista ocupada durante toda a madrugada.

O ato teve início por volta das 17h, na Praça do Ciclista. Por volta das 18h20, os manifestantes, convocados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular iniciaram uma caminhada pela avenida, com destino à Fiesp. Antes que os ativistas chegassem ao local, policiais fizeram um bloqueio em toda a extensão da avenida, na esquina com a Alameda Casa Branca, perto do Masp, impedindo que eles prosseguissem em caminhada.
Por volta das 18h50, os manifestantes tentaram forçar a passagem pelo bloqueio, e os policiais contiveram o ato lançando bombas de efeito moral em direção aos grupos. Após a PM arremessar as bombas, os manifestantes puseram fogo no lixo que estava na avenida e se concentraram no Masp.

