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“Pode até ser ilegal, mas a gente não obriga os clientes a virem aqui”, diz dona de bingo clandestino

Foto: Divulgação/PMVV Uma casa de jogos clandestina foi fechada na noite de sexta-feira (6), na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. A ...

“Pode até ser ilegal, mas a gente não obriga os clientes a virem aqui”, diz dona de bingo clandestino
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Fiscalização da Prefeitura fecha bares e casa de jogos clandestina em Vila Velha Foto: Divulgação/PMVV

Uma casa de jogos clandestina foi fechada na noite de sexta-feira (6), na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.

A operação de fiscalização foi realizada pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal. O bingo clandestino, que funcionava na Rua Califórnia, em Barramares, havia sido inaugurado momentos antes da fiscalização.

Trinta e duas máquinas foram apreendidas e a proprietária do bingo clandestino, Maiara da Luz Rosário, 25 anos, foi conduzida ao DPJ de Cobilândia por contravenção penal por jogos de azar. “Pode até ser ilegal, mas a gente não obriga os clientes a virem aqui. Eles vêm porque querem”, disse a proprietária.

Do outro lado da rua, fiscais da Prefeitura interditaram o “Bar da Dita”, por condições sanitárias inadequadas e sem autorização para promover música ao vivo na área externa do comércio.

Os fiscais da PMVV também interditaram o “Bar do Loi”, na Avenida Brasil, em João Goulart, e lavraram quatro autos de infração por falta de alvará de funcionamento, habite-se e licença ambiental. O estabelecimento é conhecido por realizar festas funk nos finais de semana. Toda aparelhagem de som, com 4 caixas, alto-falantes de 20 polegadas, amplificador e mesa de som foram interditados. O estabelecimento também foi notificado por comercializar produtos de origem desconhecida.

“Eles (fiscais) estão certos”, disse o proprietário do estabelecimento Aloino Pereira dos Santos, 47 anos. E acrescentou: “É bom, (a fiscalização) porque eu quero legalizar e deixar tudo certinho para poder trabalhar despreocupado”, avaliou. Ele também é dono de uma mercearia ao lado do bar, que também foi notificada pelos fiscais da Prefeitura.

O “Bar Madrugadão”, também em Barramares, conhecido por realizar festas de forró e funk também foi interditado pela equipe de fiscalização. Lá, os fiscais lavraram um termo de interdição, um auto de apreensão de produtos sem rótulo, duas notificações e cinco autos de infração por ausência de licença ambiental, alvará sanitário e de funcionamento. “A gente deveria ser orientado antes de começar a trabalhar”, reclamou o dono do estabelecimento Helbert Sardinha, de 30 anos.

A fiscalização ainda visitou o “Bar Point do Carioca”, em Jabaeté. No local, foi lavrado três autos de infração por falta de alvará de funcionamento e sanitário, além notificações por colocar cadeiras e mesas na calçada e também para manter os níveis do som em 50 decibéis, conforme a NBR 251/2000 e providenciar as readequações físicas e sanitárias do estabelecimento.

Para o comandante da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, major Márcio Vieira Hollanda, que acompanhou as operações, o trabalho marcou o início da fiscalização integrada na Região 5. “Nós vamos intensificar as operações”, disse. E finalizou: “o saldo foi positivo”. Já o secretário de Prevenção, Combate à Violência e Trânsito, Oberacy Emmerich Júnior, disse o trabalho de fiscalização foi produtivo. “Com as novas operações, vamos baixar ainda mais os níveis de reclamações e de ocorrências de festas clandestinas e facilitadoras do crime”, avaliou.

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