
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (31), quatro membros de uma quadrilha que cometia crime de estelionato e moeda falsa.
As prisões fazem parte da “Operação Engodo”, que também contou com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados nesta manhã.
Os investigados agiam a seguinte forma. Um deles se apresentava a pequenos empresários com o nome falso de Fabio Rezende e dizia que era assessor parlamentar do Senado. Ele apresentava uma proposta comercial que parecia bastante vantajosa e sobre a qual receberia uma comissão.
Já os demais comparsas se apresentavam como investidores responsáveis pela contratação e pagamento dos valores combinados. Após finalização da negociação era marcada uma reunião em que os investigados recebiam o dinheiro da comissão e entregava à vítima uma mala com notas falsas. Tudo lacrado com selo, também falso, do Banco Central.

Segundo a PF, há indícios que o grupo seja o responsável pela produção das notas falsas que circularam no Espirito Santo no ano passado. Algumas dessas notas foram apreendidas em poder de pessoas que as receberam de boa-fé.
Ainda de acordo com a PF, os investigados já foram presos nos anos de 2014, 2015 e 2016 pela prática de crimes semelhantes.
Desta vez, eles responderão pelos crimes de moeda falsa, uso de símbolo publico oficial da Casa da Moeda, estelionato, e organização criminosa, cujas penas somadas chegam a 31 anos de prisão.
A Polícia Federal ainda verificará a possível prática de lavagem de dinheiro, tendo em vista que os investigados não apresentam atividade econômica lícita e há indícios de ocultação do patrimônio obtido por meio da atividade criminosa.