
Os nadadores americanos Ryan Lochte e James Feigen foram indiciados nesta quinta-feira (18) por falsa comunicação de crime. Eles relataram ter sofrido um assalto, mas investigações da Polícia Civil que não há indícios de roubo, como informou o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso.
Prevista no artigo 340 do Código Penal, a “falsa comunicação de crime” significa “provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado”. A pena é de detenção, de um a seis meses, ou multa.
A história contada pelos nadadores americanos gerou grande repercussão internacional. A confusão começou quando Lochte e Feigen e outros dois nadadores, Gunnar Bentz e Jack Conger, pararam no posto na Barra, Zona Oeste do Rio, na saída de uma festa na Lagoa, na Zona Sul, rumo à Vila Olímpica. Segundo depoimentos, eles teriam praticado vandalismo no banheiro de um posto de gasolina, dando início a uma confusão com os funcionários.
Versão
Em entrevista a jornalistas americanos no domingo (14), o nadador Ryan Lochte disse ter sido assaltado por homens com distintivos da polícia quando voltava para a Vila Olímpica.
Lochte manteve a versão em depoimento ao delegado Alexandre Braga da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista. Disse que os criminosos levaram US$ 400 (cerca de R$ 1.200), mas não pegaram a sua credencial e o seu telefone celular.
O seu colega Jimmy Feigen, 26, disse ter perdido US$ 300 (cerca de R$ 900). Os outros nadadores Gunnar Bentz, 20, e Jack Conger, 21, não quiseram prestar depoimento.
Como houve contradição, a polícia obteve na Justiça mandados para apreender os passaportes dos dois nadadores. Lochte embarcou às 22h de segunda-feira (15), para os Estados Unidos. Já Feigen deixou a Vila dos Atletas e permanece no Rio.