
O suspeito de ter mandado torturar, estuprar e matar a jovem Gracy de Lima, em março deste ano, na Serra, foi preso na manhã desta sexta-feira (2). Segundo a polícia, Rafael Muniz Madeira, o “Padeiro”, é suspeito de comandar o tráfico de drogas em Serra Dourada II e Mestre Álvaro e desconfiava que a vítima estaria entregando o movimento do tráfico para o grupo rival, do bairro Tubarão.
O titular da Delegacia de Homicídios e Porteção à Mulher (DHPM), Janderson Lube, informou, também, que o crime foi cometido por mais 5 pessoas entre elas, três adolescentes. Todos estão presos e apreendidos sob a acusação dos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado, associação criminosa, corrupção de menores e tortura.
“Não tenho nada a ver com isso. Não sei porque estou preso e não conhecia a vítima. Não me lembro onde estava nesse dia”, afirmou Rafael.
Na véspera do crime, Gracy foi vista, no Terminal de Laranjeiras, por três intergrantes do grupo de Rafael. Quando o ônibus dela passava pelo bairro São Diogo, a vítima foi retirada do coletivo e lavada para a casa do suspeito Wanderson de Jesus Gaspar, o “Peixe”, onde foi torturada e estuprada.
“A menina de 16 anos cortou os cabelos da Gracy e arrancou as roupas dela. Os outros dois, um jovem de 17 anos e Jaederson Amaral dos Santos, o “Dada”, de 18, a estupraram. O crime de estupro foi confirmado pelo laudo pericial, inclusive. No caso desses dois suspeitos, eles também vão responder pelo crime de estupro”, explicou.
O “Padeiro”, Wanderson e um outro adolescente de 16 anos chegaram no local depois. As investigações apontam que o trio colocou Gracy no carro e a levou para o local onde foi assassinada, com cerca de 100 golpes de faca. “Eles a levaram até as imediações da Lagoa Jacuném, próximo à Jacaraípe, Serra Dourada, onde a mataram”, completou.
Vítima tentou negociar a vida com traficante
No cativeiro, a jovem Gracy de Lima ainda chegou a ser interrogada por Rafael Muniz Madeira, o “Padeiro”; Wanderson de Jesus Gaspar, o “Peixe”, e o adolescente de 16 anos sobre o fato de ela estar passando, para o grupo rival, informações do tráfico de Serra Dourada II.
“Para não ser morta, levantamos que a vítima ainda ofereceu R$ 2 mil para o “Padeiro”, oferta recusada por eles, que seguiram com o crime”, informou Janderson Lube, titular da Delegacia de Homicídios e Porteção à Mulher (DHPM).
Com a prisão dos suspeitos e em busca de provas materiais, a equipe de investigação ainda voltou ao endereço onde Gracy havia sido torturada e estuprada, mas nenhum objeto foi localizado. “As duas facas utilizadas para a execução da vítima também não foram apreendidas”, ressaltou o delegado.
Reportagem: Deborah Hemerly