Uma manifestação de delegados, policiais e peritos da Polícia Civil reuniu pelo menos 200 pessoas, em Vitória. O ato teve início às 8 horas desta segunda-feira (18) em frente à Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

O movimento chamado de “Operação cumpra-se a Lei”, contou com a participação de vários sindicatos, como o Sindicato dos Delegados no Estado e o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol). O movimento se encerrou por volta das 18 horas.
O presidente do Sindipol, Jorge Emílio Leal, contou que a pauta está unificada entre os pedidos da categoria estão recomposição salarial de acordo com a inflação, que está em 8,84% no acumulado de 12 meses, e de efetivo. Ele destacou que o ato foi aprovado em assembleia realizada na sexta-feira, que contou com a participação de 800 policiais civis.
“Há dois anos nosso salário não é reajustado de acordo com a inflação. Nosso quadro está defasado desde a década de 90. Queremos também uma valorização salarial, novos concursos e nomeações”.
Ele ainda completou dizendo que falta estrutura nas delegacias. “Nossas condições de trabalho, tanto por contas estruturais, quanto por questão de efetivo precisam melhorar. Fora isso, nossos coletes à prova de balas estão vencidos e as munições de treinamento também estão escassas”.
Leal destacou que na quinta e sexta-feira vão acontecer novos atos da categoria. “Na quinta-feira a programação será na 1ª Delegacia Regional de Vitória e na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha. Já na semana que vem vão ocorrer ações em Cariacica e Viana”.
O protesto deu lentidão a procedimentos na DHPP e também no Departamento Médico Legal (DML), além de algumas delegacias. A categoria não descarta paralisações caso as reivindicações não sejam atendidas a categoria pode parar o serviço.
A Polícia Civil informou, por meio de nota, que nenhum serviço sofreu interrupção no atendimento na manhã desta segunda-feira e que as reivindicações sindicais estão sob avaliação.