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Promotores defendem colega acusado de racismo

O texto de um colega postado em uma rede social causou polêmica entre promotores de São Paulo. No texto, publicado em um grupo no Facebook, o ...

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O texto de um colega postado em uma rede social causou polêmica entre promotores de São Paulo.

No texto, publicado em um grupo no Facebook, o promotor José Avelino Grota de Souza escreveu, entre outras coisas, que “pobre, em regra, é feio; babá, em regra, é pobre; logo, babá, em regra, é feia” e “negro, em geral, é catinguento, porque sua muito e, não tomando a quantidade diária certa de banhos, acaba fedendo mais do que o recomendável”.

O texto gerou uma representação na Procuradoria-Geral de Justiça, onde Avelino foi acusado de racismo.

O autor alega que a publicação foi irônica e após a repercussão de sua postagem voltou ao grupo para se defender. “Todos que me conhecem sabe que eu sou irônico, sarcástico, sempre escrevo nessa linha. E, em segundo lugar, porque eu mesmo sou negro. Em recente censo interno do MP, eu fui um dos poucos que se identificaram como negro. Sou casado com um negro, tenho 26 anos de carreira, sempre fui ligado à área dos direitos humanos, assessor de quatro ex-procuradores gerais”.

A Associação Paulista do Ministério Público defende o promotor e em nota afirmou que “Avelino Grota é um Promotor de Justiça que sempre defendeu as minorias”.

Para a APMP, o promotor usou, “sem dúvida alguma”, de ironia e sarcasmo nos comentários e que “todos os integrantes do grupo fechado onde tais comentários foram originalmente postados compreenderam dessa mesma forma”.
A associação lamentou que questões internas do Ministério Público tenham levado a um vazamento e uma interpretação equivocada que teriam maculado a honra e a dignidade do promotor e do Ministério Público.

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