
Sete municípios do Estado foram obrigados a iniciar o racionamento de água, de acordo com levantamento feito por A Tribuna. Outras 11 cidades já estão com sinal de alerta ligado. A falta de chuvas e o desperdício são os principais agravantes da escassez hídrica. Laranja da Terra, Jaguaré, Muqui, Presidente Kennedy, Conceição da Barra, Itarana e Itaguaçu apresentam os níveis mais críticos.
Com o racionamento acontecendo, alguns moradores são obrigados a se adaptar aos horários de fornecimento de água para realizar atividades simples, como lavar roupa e tomar banho. “Dez poços artesianos serão licitados pelo SAAE para ajudar no abastecimento da cidade, mas isso deve acontecer a partir de outubro”, explica o diretor do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Jaguaré, Benedito Domingues.
Com o Rio Jundiá praticamente seco, o abastecimento aos moradores do centro de Jaguaré, no Norte do Estado, acontece entre 21h e 15h, enquanto quem vive no interior precisa se contentar com um caminhão-pipa.
A situação em Itaguaçu é ainda mais preocupante. A prefeitura já decretou estado de emergência, porque a água do rio Santa Joana, que abastece a cidade, não está chegando ao município. O SAAE está autorizado a captar água apenas às terças, quinta e sábado, das 18h às 6h.
Em Conceição da Barra, se não bastasse a restrição no fornecimento de água, que acontece das 6h às 22h, a salinização é motivo de reclamação. Moradores dizem que a concentração de sal é tão grande que sentem incômodo na pele.
Em municípios como Aracruz, Rio Bananal, Afonso Cláudio, Venda Nova do Imigrante, São Mateus, Santa Teresa e São Domingos do Norte o fornecimento de água opera normalmente, mas os órgãos competentes pedem moderação no uso do recurso. “Baixamos um decreto alertando a população sobre o desperdício de água”, lamenta o secretário municipal de Meio Ambiente de Afonso Cláudio, Francisco Paulo Alves de Lima Júnior.
Guarapari, uma das cidades que sofrem com a falta d’água durante o verão, ganhou no final do ano passado um novo reservatório com capacidade para até cinco milhões de litros de água potável.
Na Grande Vitória, não há risco de racionamento devido ao alto volume de água dos rios que abastecem a região metropolitana.
Alessandro de Paula, Edson Sodré, Elan Costa, Iago Miranda, Roberta Bourguignon e Wilton Júnior
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