
O golpe, que geralmente começa com contato nas redes sociais, consiste na exigência de valores para que as vítimas tenham acesso a bens ou dinheiro supostamente retidos na alfândega. Os criminosos criam perfis falsos nas redes sociais, onde se passam por estrangeiros bem-sucedidos. Depois que a vítima está envolvida, se dizem apaixonados e prometem o envio de bens do exterior por via postal ou através de um viajante. Os golpistas prometem presentes como celulares e até joias, mas dizem que a mercadoria ficou retida e pedem que a vítima faça o pagamento de taxas por meio de depósito.
A Receita Federal alertou que não exige qualquer pagamento em espécie ou por meio de depósito em conta-corrente. Todos os tributos aduaneiros administrados pelo Fisco são recolhidos por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf).
A Receita destaca que, em caso de dúvidas, o contribuinte pode enviar seu questionamento ou contatar as Unidades de Atendimento da Receita Federal (http://idg.receita.fazenda.gov.br/contato).
Capixaba contrai dívida de R$ 40 mil após ‘Golpe do Amor’

Uma aposentada de 60 anos fez oito empréstimos em instituições financeiras e com agiotas, e agora está com uma dívida de cerca de R$ 40 mil e corre o risco de perder o seu apartamento, em um bairro de Vitória.
Tudo começou depois que ela se envolveu com um homem que dizia ser militar, que morava nos Estados Unidos, mas que estava na Guerra do Iraque, onde comandava uma tropa de mil soldados. Ele dizia que era viúvo e que buscava uma pessoa para dividir os seus dias.
Após conquistar a confiança da aposentada, ele disse que tinha propriedades, que foram vendidas, e que queria enviar um pacote com dinheiro para a ela, já que sentiu que ela era uma pessoa de confiança.
Seu argumento era de que ela deveria guardá-lo por dois meses, prazo que ele chegaria ao Estado para conhecê-la. “No primeiro contato, ele disse que tinha ouro também, mas depois falou que só tinha dinheiro, 7,5 milhões de dólares (cerca de R$ 23 milhões).”
Ele dizia que iria enviar a encomenda para o Brasil e que um diplomata de sua confiança, que ele disse que se chamava David Johnson, faria a entrega. Passados alguns dias, esse “diplomata” ligou para ela e disse que, para retirar a encomenda no aeroporto de São Paulo, ela precisaria pagar R$ 2 mil. Sem ter dinheiro, ela fez o primeiro empréstimo.
Só que o valor foi subindo e, sob ameaça de ser presa, ela acabou fazendo outros empréstimos, totalizando R$ 31 mil. Com os juros, o valor se aproxima de R$ 40 mil. Desesperada, em maio, ela procurou a Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE), que investiga o caso.