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Rio Doce volta a ser ameaçado pela lama

Rio Doce em Colatina. Foto: Nilo Tardin - 23/04/2016 Novas ondas de lama podem aumentar a turbidez da água no Rio Doce e suspender o abastecimento ...

Última atualização

Rio Doce em Colatina. Foto: Nilo Tardin - 23/04/2016 Rio Doce em Colatina. Foto: Nilo Tardin – 23/04/2016

Novas ondas de lama podem aumentar a turbidez da água no Rio Doce e suspender o abastecimento para moradores que dependem do manancial para consumo próprio, irrigação e criação de animais.

Segundo a presidente do Instituto Brasileiro deMeio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), Suely Araújo, a turbidez no rio começou a aumentar com as chuvas e o pior cenário previsto é de que o abastecimento fique prejudicado. “Houve atraso nas medidas e detectamos erosão nos rejeitos que ficaram ao longo de 115 quilômetros do rio e, quando começou a chover, aumentou a turbidez. O trabalho começou a se acelerar agora, mas se chover muito acima do normal, os municípios poderão ter corte no abastecimento.”

Mais três diques filtrantes, além das sete estruturas já em construção, foram propostos para tentar conter mais rejeitos, mas elas ficariam prontas apenas em março, fim do período chuvoso na região.

Para membros do Comitê Interfederativo, as medidas são ineficazes e podem gerar mais impactos ambientais, o que foi confirmado pela Fundação Renova. A fundação foi criada para cuidar da recuperação do desastre ambiental da barragem da Samarco, que ocorreu em novembro de 2015.

O prefeito de Colatina e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, Leonardo Deptulski, afirmou que duas novas captações nos rios SantaMaria do Doce e Pancas foram construídas, com capacidade para 240 litros por segundo, metade da necessidade para abastecimento da população de Colatina. “Se tiver de interromper a captação no Rio Doce, não teremos o abastecimento totalmente interrompido, pois um plano de contingência

foi executado para evitar a interrupção total.”

A oitava reunião do Comitê Interfederativo foi a primeira realizada no Estado. O comitê gere, fiscaliza e determina as ações realizadas pela Fundação Renova.

O governador Paulo Hartung acompanhou a reunião. “Esse desastre demanda muita ação, em aspectos diversos, ligados a questões ambientais, econômicas e sociais. É um exercício de atuação conjunta sobre um lamentável episódio. Esperamos recuperar esse Rio, que já estava degradado, e entregar para sociedade em condições melhores da que estava antes.”

Daniel Figueredo

Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna

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