
Mudança de plano: a Rodosol desistiu de construir a proteção de vidro para prevenir suicídio na Terceira Ponte e vai elaborar um novo projeto executivo para tentar resolver o problema.
Após receber da empresa um estudo indicando que a primeira proposta era inviável, a Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp) anunciou nessa quarta-feira (11) uma nova proposta. A ideia agora é construir uma barreira inclinada feita com cabos de aço.
“Essa inclinação para dentro da via gera resistência a uma escalada. Além disso, esse projeto possui um custo menor de instalação e manutenção”, explicou a diretora de Infraestrutura Viária da Arsp, Kátia Côco.
A nova estrutura seria instalada em toda a extensão da ponte, aumentando a altura do guarda-corpo de 1,20m para 2,10m. Essa medida pode aumentar ainda mais, segundo Kátia. “Vamos evoluir no estudo para definir a altura necessária, o grau da inclinação e o espaçamento entre os cabos de aço.”
O diretor-geral da Arsp, Julio Castiglioni, afirmou que o custo do novo projeto será 60% menor em relação à barreira de vidro, que tinha estimativa de custar R$ 16 milhões.
A Rodosol terá até o dia 13 de novembro para apresentar o estudo dizendo se o projeto é viável, além do projeto executivo de engenharia. “Eles terão de indicar os custos do projeto e o cronograma de execução. Se a proposta for descartada, vamos buscar novas soluções. Se for viável, vamos dar o aval técnico”, afirmou Castiglioni.

Descartado
A Rodosol havia apresentado quatro alternativas para aumentar a segurança da ponte. No início de setembro, a Arsp concluiu que a barreira de vidro era a solução tecnológica mais viável, já que iria manter a visibilidade do Convento da Penha e da Baía de Vitória.
Após estudos mais aprofundados, no entanto, a Rodosol indicou que a proposta era inviável tecnicamente e financeiramente.
“A placa de vidro iria criar um túnel de vento na ponte. Além disso, sabemos que existe a ação de vandalismo, o que poderia gerar um risco com o desprendimento do vidro. Com isso, ele deveria ser reforçado com outras camadas e esse material é caro. Outro fator é que a limpeza teria de ser permanente”, justificou Kátia Côco.
A reportagem completa você lê na edição desta quinta-feira (12) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Rafael Gomes