
Um primo de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, suspeito pelo atentado que deixou pelo menos 84 mortos, em Nice, no Sul da França, revelou nesta sexta-feira (15) que o franco-tunisiano não era muçulmano e costumava usar drogas.
De acordo com Walid Hamou, Bouhlel era desempregado e agredia a mulher. Ele era pai de três filhos, com idades entre 18 meses e 5 anos. As informações são do jornal britânico “Daily Mail”.
Segundo Hamou, é improvável que Bouhlel seja um jihadista, um terrorista religioso. “Bouhlel não era religioso. Ele não ia à mesquita, não orava, não se resguardava no Ramadã. Ele tomava bebidas alcoólicas, comia porco e usava drogas. Tudo isso é proibido pelo Islã. Ele não era um muçulmano”, disse o primo, que acrescentou: “Ele batia na esposa, dava muito trabalho”.
De acordo com o “Daily Mail”, Bouhlel, que trabalhava como motorista em uma transportadora, perdeu o emprego há cerca de seis meses, quando dormiu ao volante e bateu contra quatro carros. Na mesma época, ele se envolveu em uma briga em um bar. Desde então, era acompanhado pela polícia francesa.