As tarifas do Uber, sistema de transporte por aplicativo que vai ser implantado na capital no próximo mês, vão custar até 40% mais barato que uma corrida tradicional de táxi.
A estimativa é feita com base nas médias de valores praticados em cidades onde o serviço já funciona, como Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo.
A maior diferença se dá em horário noturno, quando o custo do quilômetro dos táxis fica elevado, enquanto a tarifa do Uber só é alterada caso exista excesso de demanda por veículos em uma região.
Um dos exemplos onde quem for de Uber pode economizar cerca de 40% é nos trajetos de saída do Triângulo das Bermudas durante a noite, na Praia do Canto, para bairros como Jardim Camburi, em Vitória, ou Praia da Costa, em Vila Velha, e Laranjeiras, na Serra.
Para Jardim Camburi, por exemplo, a tarifa de táxi fica em torno de R$ 25, enquanto a tarifa do Uber fica em torno de R$ 15.
Conforme explicado nas palestras que estão sendo ministradas aos parceiros do Uber, a tarifa é única, mas pode ficar até duas vezes mais cara se houver excesso de demanda em uma região. O objetivo da alteração do valor é fazer com que mais motoristas se desloquem para aquela região para equilibrar a demanda e, também, reduzir o número.
Segundo os palestrantes do Uber, essas alterações de valor ocorrem principalmente em saída de shows, casas noturnas, jogos e em dias de chuva, quando há aumento da demanda por veículos de transporte individual.
Os valores que serão praticados no Espírito Santo ainda não foram definidos e devem ser concluídos nas próximas semanas, antes da implantação em definitivo no Estado. As diferenças nos cálculos são feitas de acordo com a demanda, a distância média percorrida e pelos valores de combustível.
A empresa começou na última semana a realizar palestras e o cadastramento de motoristas para fazer a implantação do serviço no Estado. Na capital, está prevista a implantação do UberX, que utiliza veículos a partir de 2008 e que cobra tarifas mais baratas.
Reportagem por Carlos Mobutto e Daniel Figueiredo
A reportagem completa está no Jornal A Tribuna