
Um laudo da Polícia Federal (PF) apontou que 88 espécies de peixes morreram no Rio Doce por causa do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), em 5 de novembro do ano passado.
Treze dessas espécies vivem só no Rio Doce e 11 já estavam ameaçadas de extinção antes mesmo do desastre, segundo especialistas.
A passagem dos rejeitos de mineração contaminou e matou peixes por causa da alta concentração de minerais e redução da oxigenação na água.
Em Minas Gerais, segundo João Carlos Thome, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a pesca foi proibida em toda a bacia do Rio Doce, para que o conjunto de espécies da bacia tenha tempo para se recuperar. No Espírito Santo, a proibição está vigente também por causa da piracema, período de reprodução dos peixes.
Os primeiros estudos realizados na fauna marinha, a mais de 600 quilômetros de distância da Barragem de Fundão, demonstraram que houve impacto na cadeia alimentar marinha, com diminuição das espécies de zooplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
A toxidade diminuiu com o passar dos meses, mas, segundo Thome, há risco de voltar a aumentar com a previsão de que as chuvas levem novos rejeitos à região.
A reportagem completa sobre as consequências da tragédia no Rio Doce um ano após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, você lê na edição desta segunda-feira (7) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Daniel Figueredo