
está com nível abaixo do crítico. Foto: Rodrigo Gavini / AT.
Se continuar sem chover na cabeceira dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória, moradores, agricultores e indústrias vão ter de racionar água, afirmam especialistas. A situação é delicada e pode ainda se agravar se a seca durar até novembro, com risco de haver falta de água no verão.
“É provável que será necessário estabelecer critérios para uso da água. Há tendência de começarmos a ter temperaturas elevadas e maior evaporação. Vamos acabar tendo conflito de uso da água, com mais demanda que oferta, e isso só vai ser equacionado com critérios estabelecidos pela Agerh (Agência Estadual de Recursos Hídricos)”, afirmou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Jucu, Elio de Castro.
Ele explicou que os critérios devem direcionar a água para os usos importantes, como abastecimento humano e criação de animais. “É necessário que se tenha água para a agricultura e indústria. Tem de definir critérios, com horários, dias e usos específicos.”
Em 25 municípios do Estado há problemas por falta de água. Em alguns casos, foram feitos acordos entre os moradores e produtores rurais para que o uso fosse dividido: ora a população é abastecida, ora produtores usam para a irrigação. Segundo o diretor geral da Nip do Brasil, Bruno Reis – empresa responsável pelos planos das bacias hidrográficas do Rio Jucu e Santa Maria da Vitória – ainda não há como prever se a chuva ficará dentro da normalidade ou se o ciclo de seca se manterá.
“Precisa chover para que não tenhamos dificuldades na Grande Vitória. Não adianta chover um ou dois dias, mas tem de ser por um período prolongado para poder recarregar os rios. Pouca chuva, não vai adiantar.”
Segundo Reis, essas medidas ajudariam a administrar o problema no futuro. “Assim, não contaríamos apenas com a água superficial e com as chuvas e teríamos mais segurança hídrica”, afirmou.
Reportagem por Daniel Figueiredo
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